
O vereador Inspetor Cabral (PSD) esteve na manhã desta quinta-feira (5) na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Guaicurus, em Dourados, para verificar as condições da estrutura após receber denúncias de pacientes e funcionários sobre infiltrações e alagamentos provocados pela chuva.
Durante a visita, o parlamentar encontrou água escorrendo pelo teto de diferentes salas, inclusive pelas instalações elétricas. Computadores, documentos e equipamentos precisaram ser cobertos com plásticos na tentativa de evitar danos. A situação também foi constatada nos consultórios odontológicos, na sala de vacinação e no espaço de esterilização.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a sala de vacinação, onde há equipamentos de alto custo e uma geladeira ligada à tomada em um ambiente com vazamento de água. No consultório odontológico, materiais e equipamentos também estavam expostos à umidade, incluindo uma cadeira avaliada em aproximadamente R$ 20 mil.
De acordo com dados da estação meteorológica da Embrapa Agropecuária do Oeste, foram registrados quase 60 milímetros de chuva em Dourados em aproximadamente 1h30 de precipitações. O volume representa quase 40% da média histórica prevista para todo o mês de novembro, de 151,3 milímetros.
Apesar do grande volume de chuva, Cabral ressalta que problemas estruturais como os encontrados na unidade não podem ser tratados apenas como consequência das condições climáticas. Para o vereador, a situação evidencia a falta de planejamento, manutenção preventiva e acompanhamento da infraestrutura dos prédios públicos.
“A chuva acontece, e a administração precisa estar preparada para situações como essa. O que encontramos aqui é muito preocupante. Estamos falando de uma unidade de saúde, onde há equipamentos caros, profissionais trabalhando e pacientes que precisam de atendimento. Isso é uma questão de planejamento e manutenção”, destacou.
O parlamentar lembra que já vem cobrando reparos, manutenção predial e melhorias estruturais em diferentes unidades de saúde do município. Entre os locais que já foram alvo de cobranças estão o Hospital da Vida, o Posto de Saúde do Altos do Indaiá e a Unidade Básica de Saúde do Centro Social Urbano (CSU), que atende pelas equipes ESF 47 e 48.
Cabral também chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais, que precisam manter os atendimentos mesmo diante das condições precárias da estrutura.
“Não é aceitável que profissionais tenham que cobrir equipamentos com plástico para tentar protegê-los da chuva. A população precisa de uma unidade segura, com estrutura adequada para trabalhar e atender. Estamos cobrando uma solução, porque não dá para esperar que o problema se agrave ainda mais”, concluiu.
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