
Secretaria de Estado de Educação (Seduc) firmou um Termo de Cooperação Técnica com o Centro Cultural Banco da Amazônia para ampliar o acesso de estudantes da rede pública estadual às manifestações artísticas e culturais promovidas pelo espaço. O secretário de educação, Ricardo Sefer, e a secretária executiva de planejamento e organização e marketing do Basa, Ana Paula Bulhões, assinaram o documento nesta terça-feira (26).
A iniciativa prevê a realização de visitas guiadas de alunos às exposições em cartaz, fortalecendo a formação cultural dosjovens e o incentivo à valorização da arte nacional e regional.
“É uma honra estar aqui, queria começar registrando o agradecimento muito importante do governo de estado à figura do presidente Luiz Lessa, quando me me procurou para a gente chegar no dia de hoje que marca o início de um momento diferente do cotidiano educacional. Certamente, marca a mente e o coração, e vai deixando o legado de plantar uma referência histórica distinta, que é aquele que vocês têm no dia a dia, na escola de vocês. Essa é mais uma iniciativa da Seduc em parceria com o Banco da Amazônia. Eu acho que cada dia mais a sociedade entende a educação como a central do papel de formação de uma sociedade de valores”, destacou o titular da Seduc, Ricardo Sefer.
Mais Educação e Cultura
A parceria reforça o compromisso com uma educação mais integrada à cultura, estimulando o conhecimento, a criatividade e a formação cidadã dos estudantes da rede estadual. Para a secretária executiva de planejamento e marketing do Banco, Ana Paula Bulhões, a ação visa aproximar os estudantes do meio cultural.
“Hoje é um dia especial para nós. Estamos firmando um parceria com a Secretaria de Educação, justamente para aproximar os nossos jovens da cultura, fazendo com que os nossos jovens visitem o centro cultural, participem de oficinas e todas as programações que nós temos. Teremos momentos exclusivos focados nesses estudantes, nas escolas para colaborar com a formação deles”, explicou a secretária executiva do Basa, Ana Paula Bulhões.
O acordo visa promover a cooperação mútua no desenvolvimento de ações voltadas à disseminação da cultura entre os estudantes, proporcionando contato direto com diferentes linguagens artísticas e aproximando os jovens de importantes produções culturais do país.
O estudante Wesllen Daniel, da Escola Estadual José Veríssimo, destacou a importância de agendas como essa no cotidiano escolar. “Está sendo maravilhoso, porque é um momento para aprender mais da cultura, mais daquela visão do fotógrafo Sebastião Salgado, que é maravilhoso".
Wesllen acrescentou: "Ele mostra como os trabalhadores são caracterizados na nossa sociedade. Então, é interessante o que a Seduc está fazendo para promover a cultura no nosso Pará. Acesso à cultura é um direito de qualquer cidadão, seja ele paraense ou brasileiro".
Então, quando a gente vê essa visão, que eu citei do Sebastião Salgado, a gente consegue abrir nossa mente. Essa oportunidade de ver a cultura, que também é crítica, a arte é crítica, a gente consegue avaliar o nosso meio, o nosso momento”, disse Wesllen
A programação contará com um calendário conjunto organizado entre as instituições para garantir a participação dos estudantes nas visitas ao espaço cultural. Atualmente, o Centro Cultural Banco da Amazônia apresenta três exposições abertas ao público.
Dentre elas, está “Futebol - Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia”, com curadoria do cartunista J. Bosco. A mostra reúne cartuns, charges, desenhos e caricaturas produzidos por 23 artistas de todas as regiões do Brasil. São diferentes olhares sobre o futebol, um dos principais elementos da cultura popular brasileira.
Outra exposição em destaque é “Trabalhadores”, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado, com curadoria de Lélia Salgado. A mostra reúne registros fotográficos que retratam trabalhadores de diferentes partes do mundo, evidenciando questões sociais, econômicas e humanas por meio da fotografia documental.
A exposição “Trajetórias - arte contemporânea paraense (1959-2026)”, cuja curadoria é de Vânia Leal, tem obras pertencentes ao colecionador Eduardo Vasconcelos, e também integra a programação. Ela reúne produções de artistas paraenses e apresenta um panorama da arte contemporânea produzida no Pará ao longo das últimas décadas.
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