
O fluxo de veículos em direção à saída de Belém opera sem os pontos críticos de congestionamentos históricos neste feriado prolongado de Corpus Christi. O fluxo intenso sem grandes gargalos é resultado de uma política de investimentos sólidos para melhorar a mobilidade de entrada e saída da capital paraense. Os recursos garantiram a requalificação do trecho urbano da BR-316 e a construção da Avenida Liberdade, uma via expressa que interliga a capital paraense ao município de Marituba em cerca de 12min.
O escoamento rodoviário reflete o impacto das obras de reestruturação executadas pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) ao longo dos primeiros 11 quilômetros da BR-316, trecho que liga a capital aos municípios de Ananindeua e Marituba. As intervenções modificaram a engenharia de tráfego e a infraestrutura de transporte em uma das principais artérias de entrada e saída da Região Metropolitana.
"O fluxo ordenado que observamos neste feriado é o resultado prático de um planejamento de longo prazo para a Região Metropolitana de Belém. O Governo do Pará consolida um corredor viário que garante velocidade constante para os motoristas e, também reordenou a BR-316 garantindo proteção e acessibilidade para pedestres e ciclistas que utilizam a rodovia diariamente. Nos últimos três anos, o Governo do Estado entregou também cinco viadutos estratégicos que eliminaram cruzamentos críticos e deram vazão ao tráfego", pontuou o secretário de Infraestrutura e Logística (Seinfra) e Diretor-Geral do NGTM, Adler Silveira.
Projetada como a primeira via expressa do Estado, a Av. Liberdade é uma rota paralela à BR-316, conectando Belém diretamente ao município de Marituba. A abertura desta nova avenida já é considerada pelos motoristas como uma das melhores alternativas para entrar e sair da capital.
O engenheiro mecânico e motorista Jason Lima, falou da Avenida Liberdade que melhorou o escoamento do trânsito na região. “Antes era emperrado para sair. Agora tem a Avenida Liberdade que ajuda muito. E, de verdade, ajuda”, destacou.
*A nova BR-316*
Na BR, a principal mudança percebida pelos motoristas foi na revitalização completa do asfalto. A antiga pavimentação foi substituída por uma nova camada asfáltica dimensionada para suportar a alta tonelagem do transporte de cargas e o volume intenso de veículos de passeio. A correção de ondulações na pista e o nivelamento do solo eliminaram a necessidade de reduções bruscas de velocidade, fator que anteriormente gerava impedimentos em cadeia nos períodos de grande movimentação.
Para quem utiliza a rodovia todos os dias, o fluxo intenso nos feriados não é mais um ponto de preocupação. “A pista melhorou, a pavimentação, tudo melhorou bastante, a pista está muito boa”, afirmou o motofretista Cássio Santos.
A segurança nos deslocamentos noturnos foi melhorada por meio de uma revisão geral no sistema de iluminação pública. O Governo do Estado substituiu as antigas luminárias por sistemas de LED em toda a extensão do canteiro central e nas vias marginais, ampliando o campo de visão dos condutores. O monitoramento viário ganhou o reforço de uma nova sinalização vertical e horizontal, com demarcações de faixas refletivas e placas indicativas que orientam o posicionamento correto dos veículos nos acessos aos bairros periféricos.
*Infraestrutura assegura circulação de pedestres e ciclistas*
O projeto de readequação da rodovia BR-316 também priorizou a segurança. Pedestres que antes dependiam de travessias na pista contam agora com 13 novas passarelas metálicas instaladas entre o quilômetro 1 e o quilômetro 11. As estruturas dispõem de rampas de acessibilidade adequadas às normas técnicas vigentes e ligam de forma segura os dois lados da rodovia, eliminando a necessidade de interrupção do tráfego de veículos por semáforos de pedestres no eixo principal.
A estudante de pedagogia, Emília Carvalho, usa a passarela todos os dias e compara como era anteriormente. “Eu sempre uso a passarela e prefiro. Antes, a gente tinha que atravessar aqui no meio da pista, era mais perigoso”, pontuou.
Cada estrutura tem características técnicas definidas: com 52 metros de extensão e distância de 600 a 700 metros entre elas, as passarelas têm estrutura metálica e piso em "steel deck", uma laje mista de forma metálica com concreto armado. O projeto garantiu acessibilidade desde o início e todo o acesso às passarelas se dá pelas rampas projetadas para atender ciclistas e cadeirantes.
Para a dona de casa Maria Trindade a BR antiga era muito perigosa. “Era muito difícil, corria muito perigo de ser atropelada, passava correndo. Agora melhorou, estou feliz com as passarelas”, comemorou. A mobilidade ativa foi integrada ao corredor viário com a implantação de ciclovias bidirecionais segregadas das faixas de tráfego pesado. O espaço exclusivo para ciclistas percorre o canteiro central, oferecendo uma rota segura tanto para trabalhadores que utilizam a bicicleta no deslocamento diário entre os municípios integrados quanto para o trânsito local. A separação física entre veículos de grande porte, ciclistas e pedestres organiza o fluxo geral e estabiliza a velocidade média de saída da capital paraense.
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