
A Feira Junina da Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa), em Aracaju, já começou e concentra diversos produtos típicos em um só local durante este mês de festas tradicionais no estado. Também chamada de Feira do Milho, a atividade vai até o dia 30 de junho e conta com um espaço de 58 bancas cobertas. A estrutura atende aos permissionários da Ceasa que desejam se dedicar exclusivamente à comercialização de alimentos da época — como milho verde, amendoim, macaxeira, coco seco e frutas cítricas —, além de comidas típicas e artesanato. Pelo terceiro ano consecutivo, a feira é organizada pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), empresa do Governo do Estado vinculada à Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).
De acordo com Roberto Marques, gerente da Ceasa Aracaju, a feira funciona de segunda a sábado, das 3h às 17h, e também abrirá aos domingos, nos dias 21 e 28 de junho, até às 13h. “Estamos reorganizando o trânsito de caminhões e ampliamos a segurança e a equipe de limpeza, a fim de dar mais conforto a quem compra e a quem vende no local”, observou Roberto. Ele destaca ainda que os trios de forró pé de serra animarão os consumidores nos dias 13, 20, 23 e 27 de junho (sábados e vésperas de São João e São Pedro).
Quando chega o mês de junho, Beatriz Pereira dos Santos se junta aos feirantes e comercializa milho in natura, milho ralado, laranja, macaxeira e coco ralado para garantir uma renda extra. “Trabalho com assistência técnica de celulares e, nessa época, consigo um dinheirinho a mais graças aos produtos que vendo”, diz a feirante, que participa do evento há três anos. “Espero que este ano seja tão bom quanto os anteriores e que muitos clientes venham prestigiar a feira. Temos todos os produtos típicos desse período”, completou, confiante na melhora das vendas com a proximidade das datas festivas.
O pedreiro Jucelino dos Santos é cliente assíduo da Ceasa durante o ano inteiro e, no período junino, não deixa de frequentar o espaço temático. Ele aguarda o momento em que chegam os grandes carregamentos vindos do interior, nas vésperas de São João e São Pedro, quando a oferta aumenta e os preços caem. “Venho três vezes por mês à Ceasa e passo sempre na feira. É ótimo ter as barracas que vendem produtos juninos em um só lugar. Já estou me preparando para quando o São João chegar”, ressaltou.
Central de Abastecimento
A Ceasa é o principal ponto de escoamento da produção de milho de Sergipe, e a Feira Junina é considerada o ‘13º salário’ dos permissionários locais. O diretor de Infraestrutura da Coderse, Ernan Sena, reforça o impacto social da iniciativa, tanto no campo quanto na cidade. “As feiras incentivam o consumidor a adquirir diretamente de quem produz, o que ajuda no escoamento da produção rural sergipana e diminui o custo da cesta básica, que, em Aracaju, tem o menor valor do país”, enfatizou.
Graças aos perímetros irrigados estaduais, Sergipe tem milho verde o ano inteiro, mas é em junho que o volume ganha força para abastecer as festividades. “Nossa expectativa é de que mais de cinco milhões de espigas sejam colhidas nos perímetros irrigados estaduais. Na Ceasa, somente nos primeiros dez dias de junho, chegaram 221 toneladas de milho, o que representa quase 664 mil espigas”, informou Ernan Sena, observando que o balanço inicial do mês já ultrapassou o volume comercializado em todo o mês de maio.














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