
Iniciativa do governo do Estado, o Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos (Plancon Escolar) – instrumento de gestão que prepara instituições da Rede Estadual para enfrentar situações de emergência meteorológica – envolve não apenas as equipes diretivas das escolas. A construção do plano inclui, na realidade, toda a comunidade escolar.
A participação dos jovens faz parte da metodologia adotada pela Secretaria da Educação (Seduc), que entende a construção dos Plancons como um processo coletivo. Para apoiar as escolas, a Seduc promove formações continuadas com gestores e equipes escolares, orientando a elaboração dos planos e incentivando o envolvimento dos estudantes em todas as etapas.
Por meio de oficinas, debates, atividades de mapeamento e discussões sobre riscos presentes em seus territórios, os estudantes passaram a refletir sobre temas relacionados à prevenção, à proteção da comunidade escolar e aos impactos dos eventos climáticos extremos. A proposta busca fortalecer uma cultura de cuidado que alcance também as famílias e comunidades.
Na Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Roberto Silveira, de Cachoeirinha, e na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Souza Lobo, de Porto Alegre, os estudantes participam de forma ativa da elaboração de ações de prevenção e resposta previstas nos planos. Desse modo, é a própria visão estudantil que também contribui para tornar os ambientes escolares mais seguros e preparados para situações de emergência.
Esta matéria é a segunda de uma série de três a respeito do Plancon Escolar, uma das ações do governo gaúcho que visa tornar a Rede Estadual de Educação mais preparada para eventos meteorológicos extremos.
Prevenção e segurança no currículo
Na EEEM Roberto Silveira, os estudantes analisaram os temas do guia de elaboração de planos de contingência e, com os professores de História e Geografia da escola, realizaram pesquisas, apresentaram trabalhos e produziram cartazes sobre prevenção e segurança.
Os estudantes ainda desenharam a planta da instituição, em um esforço para compreender melhor o espaço e conhecer as rotas de evacuação. Os anos iniciais da escola também estão participando de forma lúdica, com atividades adaptadas à idade. Já na Educação de Jovens e Adultos (EJA), os estudantes elaboraram um jornal informativo sobre o tema.
Para as alunas Eduarda de Moraes, Isadora Carvalho e Luiza Hofstatter, do 9º ano, realizar trabalhos sobre o Plancon foi muito importante para que se sentissem preparadas para enfrentar situações de emergência. Segundo elas, durante as pesquisas e atividades, ficou evidente que o Plano de Contingência é uma ferramenta essencial para orientar a comunidade antes, durante e depois de situações de risco.
Treinamentos para situações de emergência
Na EEEF Souza Lobo, a comunidade escolar já realizou uma série de simulações de emergência com a ajuda dos bombeiros e, depois, por conta própria. Para a estudante do 5º ano, Isabelle Brandão, a experiência a ajudou a entender melhor os pontos de evacuação da escola em momentos de emergência.
Por sua vez, a estudante Vitória Ferreira, do 4º ano, destacou que o passo a passo da simulação foi o momento que permaneceu marcado na memória. “Estamos muito preparados para casos de emergência. Sabemos que, se ouvirmos o sinal, precisaremos fazer uma fila para ir até uma sala específica. Achei muito importante para a nossa segurança, porque agora temos conhecimento para tomar cuidados e garantir que nenhum estudante se machuque no processo”, ressalta.
Escolas Resilientes
A Seduc desenvolveu o Plancon Escolar para enfrentar os desafios intensificados pelos eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos. O projeto é parte da estratégia das Escolas Resilientes do governo do Estado, e busca fortalecer a capacidade das comunidades escolares de prevenir, responder e se recuperar de situações de emergência.
A iniciativa é composta por quatro eixos que direcionam o trabalho: Planos de Contingência Escolar, Infraestrutura Escolar Resiliente, Currículo Adaptado, além de Ações de Acolhimento e Escola Sensível ao Trauma.
O protagonismo dos estudantes representa um dos princípios centrais das Escolas Resilientes: preparar as comunidades escolares para enfrentar desafios climáticos por meio da colaboração, da informação e da participação cidadã. Com o apoio da Seduc e o engajamento das escolas, os Placons não tratam apenas da segurança das instituições em si, mas também formam cidadãos cada vez mais conscientes e preparados para atuar em suas comunidades.
Desde 2024, a Seduc promove formações continuadas, além de produzir materiais orientadores e articular parcerias com a Defesa Civil, o Instituto Alana e a organização Vozes da Educação. Dessa forma, o objetivo é apoiar a elaboração dos planos nas escolas da Rede Estadual.
Atualmente, o projeto está em fase de implementação em 87 instituições da Rede Estadual. Elas foram selecionadas com base em critérios de vulnerabilidade e exposição a riscos ambientais. A previsão é expandir a iniciativa para toda a rede de ensino do Estado.
Texto: Ascom Seduc
Edição: Felipe Borges/Secom
Educação Conselho Nacional de Educação atualiza regras do ensino integral
Educação CLDF homenageará os 30 anos do Centro de Ensino Médio 01 de São Sebastião
Educação Rede Estadual de Ensino reforça modelo de escolas resilientes com Planos de Contingência para emergências meteorológicas
Educação Leia Paraná entra em campo com projeto da Copa e fortalece leitura nas escolas estaduais
Educação PND 2026: professores podem se inscrever a partir de segunda-feira
Educação Paraná tem a melhor taxa de frequência escolar do ensino médio do Brasil
Piauí Alunos da Uespi de Campo Maior são selecionados para estágio em instituições de referência nacional na área de biologia
Piauí Seduc inicia nova etapa do projeto Cinema na Escola em sete municípios
Atibaia - SP Prefeitura de Atibaia entrega reforma completa de quadra na escola Pedro de Alcântara Mín. 14° Máx. 25°