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Saúde Sergipe

Especialista orienta cuidados em casos de queimaduras por caravelas

Na maioria dos casos, as queimaduras são superficiais, de primeiro grau

27/06/2026 às 20h16
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Fotos: Ascom SES e CBMSE
Fotos: Ascom SES e CBMSE

Com o aparecimento mais frequente nesta época do ano, em razão dos ventos que chegam às praias sergipanas, as caravelas podem provocar queimaduras, causando dor e vermelhidão no local. Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), foi registrado um aumento de mais de 430% no número de vítimas de acidentes com animais marinhos entre 1º de janeiro e 26 de junho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.

Com a elevação desse tipo de acidente, alguns cuidados são importantes em casos de queimaduras provocadas por águas-vivas e caravelas. Na maioria das situações, são queimaduras superficiais, de primeiro grau, caracterizadas apenas por vermelhidão, sem formação de bolhas ou ferimentos mais profundos.

“Geralmente, não há repercussão sistêmica. A reação é localizada e tende a regredir ao longo dos dias, podendo apresentar melhora já nas primeiras horas”, comentou a gerente da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) e presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras – Regional Sergipe, Wandressa Nascimento.

De acordo com a enfermeira, esse tipo de lesão é classificado como queimadura química, já que ocorre a partir da liberação de uma toxina pelo animal. “A água-viva ou a caravela libera essa substância quando se sente ameaçada. Ao entrar em contato com a pele, ocorre a liberação dessa toxina, que causa dor e vermelhidão no local”, disse.

A orientação é que a pessoa lave a área atingida com a própria água do mar para retirar o máximo possível da toxina.

“Em seguida, é importante irrigar o local com bastante água. O uso de vinagre também é recomendado pelo Ministério da Saúde, pois ajuda a neutralizar a toxina. Após a limpeza, deve-se secar delicadamente a região com um pano limpo, evitar a exposição ao sol e manter a pele hidratada”, acrescentou.

No entanto, é preciso atenção aos sinais de alerta. “Caso surjam sintomas como febre, náuseas, dor intensa, aumento da vermelhidão ou qualquer indício de infecção, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Pessoas com histórico de alergias também devem buscar avaliação médica, pois podem apresentar reações mais intensas”, enfatizou Wandressa.

Atendimentos na UTQ

Apesar de serem classificadas como queimaduras químicas, as lesões provocadas por águas-vivas e caravelas geralmente são leves. Na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), os casos mais graves de queimaduras químicas envolvem substâncias como ácidos e produtos de limpeza industriais.

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