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Serviço Família Acolhedora orienta sobre inscrições e amplia canais para cadastro de novas famílias

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), está com inscrições abertas para famílias interessada...

11/07/2026 às 10h10
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB
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Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), está com inscrições abertas para famílias interessadas em integrar o Serviço Família Acolhedora. A iniciativa busca ampliar o número de lares provisórios para crianças e adolescentes que, por determinação judicial, precisam ser temporariamente afastados de suas famílias de origem.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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Nos últimos seis meses, o serviço acolheu 38 crianças e adolescentes e habilitou seis novas famílias acolhedoras, fortalecendo a rede de proteção no Município. O balanço, apresentado pela coordenação do programa, reforça a necessidade de ampliar o número de famílias cadastradas para atender à demanda de acolhimentos.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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As famílias interessadas podem iniciar o processo de inscrição de diferentes canais. O primeiro deles é o contato direto com a equipe do serviço, por telefone ou presencialmente, na sede do Serviço Família Acolhedora. Outra opção é realizar o pré-cadastro por meio do aplicativo ‘João Pessoa na Palma da Mão’. Após a manifestação de interesse, a equipe entra em contato para agendar um atendimento presencial, no qual são apresentadas todas as informações sobre o funcionamento do programa e realizada a inscrição.

A coordenadora do Serviço Família Acolhedora, Andréa Araújo, explica que a habilitação acontece por etapas, garantindo que as famílias estejam preparadas para receber uma criança ou adolescente.

A primeira etapa consiste na inscrição e na entrega da documentação. Em seguida, uma equipe formada por assistente social e psicólogo realiza uma visita domiciliar para conhecer a família e avaliar se o ambiente possui condições adequadas para o acolhimento. A análise não leva em consideração padrão financeiro, mas aspectos como segurança, espaço físico e disponibilidade da família para receber temporariamente mais um integrante.

Concluída essa etapa e estando a família apta, os candidatos participam da capacitação obrigatória, último passo antes da habilitação. Somente após finalizar todo esse processo a família passa a integrar o cadastro oficial e pode ser acionada sempre que houver necessidade e compatibilidade com o perfil da criança ou adolescente.

Segundo a coordenação, famílias que realizaram o pré-cadastro pelo aplicativo Palma da Mão já estão sendo convocadas para iniciar esse processo.

Uma experiência que transforma – Entre as novas famílias acolhedoras está Ednalva Marinho, que atualmente vivencia seu primeiro acolhimento. Há alguns meses, ela abriu as portas de casa para uma criança de apenas um ano e meio de idade e afirma que a experiência tem transformado sua vida.

O desejo de participar do programa surgiu quando trabalhava em uma creche e conheceu um menino acolhido por uma família participante do serviço. “Fiquei profundamente tocada ao saber que o programa oferece um lar temporário para crianças que sofreram maus-tratos ou negligência. Não consigo imaginar uma criança crescendo sem o amparo e o carinho de uma família. Naquele momento, senti vontade de fazer parte desse trabalho”, relatou Ednalva.

Após procurar a coordenação, conhecer o funcionamento do serviço e cumprir todas as etapas de habilitação, Ednalva Marinho recebeu sua primeira acolhida. “A minha experiência tem sido maravilhosa e gratificante. Compartilhar amor com uma criança que atravessa um momento tão delicado preenche o coração de uma forma indescritível. Desde o primeiro momento, criamos um vínculo muito especial”, ressaltou.

Ela também destaca o acompanhamento permanente oferecido pela equipe técnica da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. “Nunca nos sentimos sozinhos. Sempre que precisamos, contamos com psicólogos, assistentes sociais e toda a equipe do programa para nos orientar. Isso nos dá muita segurança durante todo o acolhimento”, pontuou.

Para Ednalva Marinho, conhecer o programa foi um divisor de águas, e ela espera que outras famílias também se permitam viver essa experiência. “É um gesto de amor que transforma vidas. Quanto mais pessoas conhecerem o Família Acolhedora, mais crianças poderão viver esse período cercadas de cuidado, proteção e afeto”, concluiu.

Como participar – Os interessados podem procurar diretamente o Serviço Família Acolhedora na sede do serviço, localizada na rua Desembargador José Peregrino, nº 72, no Centro da cidade. Ou entrar em contato pelo telefone (83) 98208-0126.

Também é possível realizar o pré-cadastro pelo aplicativo Palma da Mão. Após o registro do interesse, a equipe agenda um atendimento presencial para apresentação do programa e início das etapas de habilitação.

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