
A Defesa Civil de Marabá realizou, na manhã desta sexta-feira, 6, uma reunião com representantes de diversas secretarias municipais e órgãos parceiros para alinhar o plano de ações integradas voltado ao período de enchentes de 2026. O encontro ocorreu no auditório da Defesa Civil e reuniu integrantes de várias secretarias, e também representantes do Exército Brasileiro, da Marinha, do Corpo de Bombeiros e da concessionária Equatorial Energia.
Durante a reunião, foram apresentados os principais pontos do plano de contingência elaborado pela Defesa Civil para o enfrentamento do período chuvoso e possíveis cheias dos rios que cortam o município. Segundo o diretor da Defesa Civil de Marabá, Marcos Norat, o encontro teve como objetivo alinhar estratégias e reforçar a atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“Reunimos hoje o sistema de Defesa Civil nas três esferas para alinhar as ações voltadas à enchente de 2026. Apresentamos nosso plano de contingência, construído no ano passado, e discutimos como cada órgão poderá atuar caso seja necessário mobilizar a estrutura de atendimento às famílias afetadas”, explicou.


Atualmente, o nível do rio Itacaiunas já chegou a 10,23 metros, enquanto o rio Tocantins registra cerca de 9,30 metros. A cota de atenção considerada pelas equipes de monitoramento é de 10 metros. De acordo com a Defesa Civil, as primeiras remoções preventivas já começaram em áreas mais vulneráveis, como na Folha 14, onde três famílias solicitaram apoio para mudança para casas de parentes e amigos após serem afetadas pela água que passou por uma grota próxima às residências.
Estrutura de abrigos e atendimento
O plano de contingência prevê uma ampla estrutura de atendimento à população caso seja necessário retirar famílias de áreas alagadas. Ao todo, o município já definiu 15 pontos que poderão funcionar como abrigos provisórios, além de ter realizado antecipadamente a contratação de empresa responsável pela montagem dessas estruturas.
Foram contratados 1.500 abrigos, com capacidade de instalação entre 100 e 125 unidades por dia, caso a situação exija. No total, o município possui 1.787 espaços disponíveis para instalação dessas estruturas.
Segundo Marcos Norat, a contratação antecipada permite que a resposta seja mais rápida em caso de agravamento da situação. “Hoje não esperamos mais decretar situação de emergência para iniciar a estruturação. Já temos a empresa contratada e toda a logística preparada. Conforme o nível do rio e a necessidade da comunidade, fazemos o cadastro das famílias e iniciamos a montagem dos abrigos”, destacou.
O plano também prevê suporte completo às famílias, incluindo alimentação, assistência social e fornecimento de medicamentos.






Abrigos também para animais domésticos
Uma das novidades apresentadas no planejamento deste ano é a inclusão de espaço específico para animais domésticos nos abrigos. A medida foi incorporada ao contrato de montagem das estruturas e busca atender uma demanda recorrente de famílias que resistem a deixar suas casas por não terem onde abrigar seus pets.
A iniciativa permitirá que os animais permaneçam próximos aos tutores, garantindo maior segurança e conforto durante o período de permanência nos abrigos.
Educação e transporte de estudantes
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) também participa do plano integrado para garantir que estudantes afetados pelas enchentes não tenham prejuízo no calendário escolar. A coordenadora pedagógica do 1º ao 5º ano, Lucileia Alves dos Santos explicou que o planejamento prevê a realocação temporária de alunos para escolas mais próximas dos abrigos ou das casas de familiares onde estejam alojados.
“A ideia é dialogar com os gestores das escolas e identificar as comunidades que costumam ser afetadas pela cheia. Assim, conseguimos acolher essas crianças em unidades mais próximas dos abrigos ou das casas de parentes, garantindo que elas continuem frequentando as aulas”, explicou.


Ela destacou ainda que algumas escolas ficam temporariamente isoladas durante o período de enchentes, como ocorre em determinadas regiões do município. Nesses casos, a Semed organiza estratégias para evitar a interrupção das atividades escolares.
Além disso, a Defesa Civil também presta apoio no transporte de estudantes em áreas alagadas. Em situações em que as famílias optam por permanecer nas residências mesmo com o avanço da água, equipes auxiliam no deslocamento das crianças até as escolas utilizando embarcações.
A reunião também serviu para reforçar o sistema de monitoramento dos rios e a comunicação entre os órgãos envolvidos. O primeiro boletim oficial de acompanhamento já foi emitido pela Defesa Civil para manter a população e as instituições informadas sobre a evolução dos níveis dos rios e possíveis medidas preventivas.






Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Divulgação da Defesa Civil
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