
Ninguém pede ajuda porque quer. Pede porque chegou ao limite. E, quando esse momento chega, encontrar alguém preparado para ouvir pode mudar completamente o rumo de uma história.
Foi com esse propósito que 652 pessoas decidiram fazer parte de uma rede de acolhimento às mulheres em Porto Velho. Entre psicólogas, assistentes sociais e atendentes voluntários, elas aceitaram o compromisso de oferecer escuta, orientação e apoio a quem mais precisa.
Para transformar essa disposição em atendimento qualificado, a Prefeitura de Porto Velho iniciou a capacitação da primeira turma do Programa Acolhe Mulher, iniciativa da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), em parceria com a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação (SMTI).
Durante dois dias, os participantes recebem orientações sobre escuta qualificada, comunicação não violenta, protocolos de atendimento e integração com os órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres.
Para a representante da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, Cintia de Oliveira, o programa nasce para fortalecer os serviços já existentes e garantir que nenhuma mulher enfrente esse momento sozinha.

“O Programa Acolhe Mulher vem para complementar toda a rede de atendimento que já existe. Muitas mulheres não procuram ajuda por medo, vergonha ou insegurança. Nosso papel é acolher, respeitar o tempo de cada uma e fazer a ponte com os serviços que ela precisar.”
A capacitação reúne representantes de instituições que fazem parte da rede de proteção, entre elas o Ministério Público de Rondônia, reforçando a importância de um atendimento integrado e preparado para acolher mulheres em situação de violência.
"Acolher é muito mais do que ouvir. É estar preparado para orientar, proteger e oferecer informações que podem mudar o destino de uma mulher. Quando esse primeiro atendimento é feito com responsabilidade, sensibilidade e conhecimento, ele pode ser o começo de uma nova história.", explicou a Promotora de Justiça Tânai Garcia
Além do atendimento humanizado, o programa contará com a assistente virtual VitorIA IA, desenvolvida pela SMTI. A ferramenta oferecerá informações iniciais sobre os serviços disponíveis e, sempre que necessário, encaminhará a mulher para atendimento especializado, unindo tecnologia e acolhimento humano.
Escolher ser acolhimento

Entre os 652 inscritos está a autônoma Laíse de Oliveira, que decidiu participar do programa como atendente voluntária por acreditar que acolher também é uma forma de transformar vidas.
“Resolvi ser atendente voluntária porque essa é uma causa que precisa ser mais divulgada. Muitas mulheres vivem situações de violência em silêncio. Quero fazer parte dessa rede para ajudá-las a encontrar apoio e mudar essa realidade.”
A capacitação será encerrada nesta quarta-feira (30), com a entrega dos certificados aos participantes, marcando o início de uma nova etapa na construção da rede de proteção às mulheres em Porto Velho.
Para o prefeito Léo Moraes, o Programa Acolhe Mulher representa um avanço nas políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, unindo tecnologia, qualificação e atendimento humanizado.
"Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. O Acolhe Mulher nasce para fortalecer essa rede de proteção, unindo profissionais, voluntários e tecnologia em um único propósito: oferecer acolhimento, orientação e dignidade desde o primeiro pedido de ajuda. Esse é um compromisso da nossa gestão com a vida, o respeito e a proteção das mulheres de Porto Velho."
Texto:Helen Paiva
Fotos:Helen Paiva
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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