
No mês da mulher, a Prefeitura de Marabá, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Institucional (SMSI), lançou o aplicativo de Atendimento à Mulher Ameaçada (ANA), que possui o Botão de Pânico e que tem como função ampliar a proteção às mulheres que possuam medidas protetivas. O lançamento aconteceu na tarde desta quinta-feira, 12, no Centro de Controle Operacional (CCO) da Guarda Municipal de Marabá (GMM).
O aplicativo é voltado a mulheres que tenham medidas protetivas. As interessadas podem dirigir-se à sede da GMM solicitar a instalação. A partir desse procedimento, o aplicativo será alimentado com informações da requerente e do agressor. Quando o agressor se aproximar da mulher ou caso ela se encontre em situação de emergência ou vulnerável à violência, basta acessar o aplicativo e pressionar o botão de alerta. O CCO recebe imediatamente a localização e aciona a viatura mais próxima para acompanhar a vítima.
O prefeito Toni Cunha avalia que a iniciativa visa fortalecer a proteção às mulheres.


“Os homens que insistirem em ameaçar e agredir mulheres vão pensar duas vezes. O aplicativo ANA vai permitir um cadastramento das mulheres que estão em medida protetiva para que a menor ameaça, elas acionem esse aplicativo e a GMM compareça para reprimir essa violência para proteger essa mulher e evitar, com certeza, um crime maior contra a vida da mulher vítima de violência. É o uso da tecnologia a serviço da proteção à mulher em Marabá”, destaca.
O juiz Alexandre Arakaki, titular da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, participou da cerimônia de lançamento do ANA. Para o magistrado, a tecnologia é um avanço nas lutas da rede de proteção à mulher em Marabá. A Vara será necessária para a troca de informações a respeito das mulheres que precisarem obter o aplicativo, assim como será comunicada em casos de descumprimento de medidas protetivas.


“É mais um instrumento efetivo de proteção à mulher. Nós temos uma situação em que a mulher é vítima de violência, que a mulher precisa de ajuda e o Botão do Pânico é uma ajuda instantânea. A mulher quando aciona o Botão do Pânico não precisa de socorro para daqui a uma hora, para amanhã. Ela precisa de socorro agora, nesse instante. Aciona-se as viaturas da Guarda Municipal, da Patrulha Maria da Penha, possibilitando que, imediatamente, ela tenha um acolhimento, seja socorrida se necessário”, comenta o juiz.
O aplicativo foi desenvolvido pela Guarda Municipal da cidade de Paulínia, no estado de São Paulo, e lançado em 2019. A partir da iniciativa, o aplicativo foi disponibilizado para outras Guardas Municipais pelo país e a GMM foi contemplada.
O titular da SMSI, coronel Denner Favacho, explica como ocorreu o desenvolvimento da iniciativa.


“Quando assumimos a secretaria, a gestão municipal mostrou o que pretendia na questão da segurança. Veio a ideia de repensar, resgatar o projeto que estava engavetado. Trabalhamos junto com a Patrulha Maria da Penha e conseguimos, de forma gratuita, que o idealizador do projeto nos fornecesse, sem nenhum custo, bastava a vontade política”.
Representantes de movimentos sociais e de órgãos que fazem parte da rede de proteção à mulher estiveram presentes na cerimônia de lançamento do ANA.
Francisca Daniele Rocha, coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres (CEPPM), ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), participou do momento, celebrando a iniciativa.


“Nós ficamos muito felizes. É um avanço. São mulheres que estão com medidas protetivas, que estão correndo risco de vida. Ninguém merece correr risco de vida. O botão de pânico vai salvar vidas. Vimos a simulação, deu muito certo. Foi muito rápida a chegada da Guarda lá. Para nós, do CRAM, que lidamos com isso todo dia, toda hora, finais de semana, estamos felizes porque em pouco tempo estamos vendo, realmente, as coisas acontecendo”, ressalta.
A Patrulha Maria da Penha, ligada à GMM, é a responsável pelo acompanhamento de mulheres com medidas protetivas em Marabá. A guarda Jaciléia Saldanha faz parte da Patrulha. Para ela, o aplicativo vai agilizar o trabalho da guarnição e inibir os agressores.


“Contribui porque teremos uma situação mais efetiva, de local exato, e não vamos perder tempo procurando o local porque o aplicativo mostra exatamente o local onde a mulher se encontra. Teremos mais efetividade em resgatar essa mulher. Marabá vem avançando em zerar o feminicídio. Esse aplicativo vem como a cereja do bolo porque a mulher vai ter mais proteção. Com o botão do pânico, o agressor vai ter muito mais medo de estar perto dessa mulher”, observa.
Quem também participou do lançamento do ANA foi a psicóloga e primeira-dama Lanúzia Lobo, que destacou o significado da iniciativa para o movimento de mulheres.


“O sentimento é de celebração. A gente precisa celebrar essa conquista. É uma grande vitória para todas as mulheres de Marabá. É um trabalho de toda a rede de proteção à mulher. As mulheres de Marabá agora vão poder contar com mais segurança. Em um momento de terror e de medo que vivenciam essas mulheres que estão em medidas protetivas, agora a gente tem uma esperança de apaziguamento”, declara.






Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes / Rapharazzo
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