
Adailton também defendeu revisão dos valores destinados a pacientes em tratamento fora do domicílio e atenção orçamentária às pessoas neurodivergentes
Na sessão desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Adailton Cruz (União Progressista), abordou questões relacionadas à saúde pública, com destaque para o Hospital Santa Juliana, o Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e a assistência às pessoas neurodivergentes.
No início do pronunciamento, o parlamentar agradeceu ao governo do Estado pelo pagamento de parte dos valores devidos ao Hospital Santa Juliana. Segundo Adailton, após os encaminhamentos realizados na semana anterior, foram pagos mais de R$ 16 milhões referentes aos meses de junho e parte de julho.
De acordo com o deputado, o pagamento permite que a unidade hospitalar regularize compromissos com fornecedores e trabalhadores. Ele destacou ainda a importância dos serviços prestados pelo hospital para a rede pública de saúde do Estado.
“Foi pago o mês de junho, parte do mês de julho, mais de 16 milhões de reais já foram creditados, e agora o Santa Juliana pode honrar com as suas despesas junto aos seus fornecedores e, principalmente, aos mil pais e mães de famílias que lá trabalham”, afirmou.
Adailton ressaltou ainda que o Hospital Santa Juliana presta serviços de forma suplementar à rede estadual, contribuindo para o atendimento de pacientes em diferentes especialidades. Entre os serviços citados pelo parlamentar estão partos, hemodinâmica, clínica médica, ortopedia, cardiologia e unidades de terapia intensiva neonatal e adulto.
Ele frisou também que aproximadamente metade dos partos realizados no Acre ocorre na unidade.
Tratamento Fora do Domicílio
Outro ponto abordado durante o discurso foi o Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Adailton Cruz afirmou que pacientes enfrentam dificuldades tanto na operacionalização dos procedimentos quanto nos valores atualmente destinados para custear a permanência fora do Estado durante o tratamento.
O parlamentar defendeu que o tema seja incluído nas discussões da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para ser debatida em novembro, com o objetivo de estabelecer uma previsão orçamentária que considere as despesas enfrentadas pelos pacientes.
“É inadmissível uma diária menor que 40 reais para você sobreviver fora do Estado. Não tem condições”, declarou.
O deputado afirmou que pretende levar a discussão ao debate orçamentário e defendeu a avaliação de medidas que possam melhorar as condições oferecidas aos pacientes que precisam realizar tratamentos fora do Acre.
Atenção às pessoas neurodivergentes
Ainda durante o pronunciamento, Adailton Cruz chamou atenção para a necessidade de ampliar a previsão orçamentária destinada à assistência às pessoas neurodivergentes. Segundo ele, é necessário garantir recursos para estruturar os serviços e assegurar atendimento adequado às pessoas que necessitam de acompanhamento especializado.
“Para a atenção às pessoas neurodivergentes, nós temos que ter um orçamento condizente para estruturar e ter assistência adequada às pessoas que têm o seu tratamento necessário no nosso Estado”, afirmou.
Ao final, o deputado reforçou a necessidade de que as demandas apresentadas sejam consideradas na construção do orçamento estadual e nas políticas públicas de saúde.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale