
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, inicia, nesta segunda-feira (16/3), o processo de restauração do Aqueduto da Carioca, o popular Arcos da Lapa, um dos maiores marcos da arquitetura colonial no Brasil, patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e cartão-postal da cidade. A última reforma havia sido realizada em 2022.
Com orçamento de R$ 1,7 milhão, o serviço consiste na limpeza e pintura dos Arcos. Para dar conta de toda a estrutura – o monumento possui 42 arcos de estilo romano, com 270 metros de extensão e 17 metros de altura –, as equipes, formadas por dez colaboradores, utilizarão andaimes e outras formas de deslocamento vertical, como plataformas elevatórias, além de um grupo de alpinistas industriais, que farão uso de rapel. A área de entorno também será revitalizada pela Secretaria de Conservação, como o pavimento da Praça Cardeal Câmara e o passeio em pedras portuguesas ao redor. A previsão é que todos os serviços sejam concluídos em quatro meses.
Por se tratar de um bem tombado, o trabalho seguirá técnicas tradicionais de restauro, com uso de argamassa à base de cal virgem, o que dá a cor branca aos arcos. A técnica é a mesma usada na época de construção do antigo aqueduto e ajuda a manter as características originais do patrimônio.
Seja de dia, para admirar a arquitetura histórica, ou à noite, para curtir a intensa vida cultural, a Lapa segue entre os destinos mais visitados do Rio. Dados do Observatório do Turismo Carioca, da Secretaria Municipal de Turismo, mostram que o bairro ficou em sétimo lugar entre os pontos mais visitados por turistas estrangeiros em 2025, com quase 347 mil visitantes, e em quarto na preferência dos turistas brasileiros, com mais de 1,2 milhão.
No total, a Lapa recebeu mais de 7,4 milhões de visitantes no ano passado, considerando turistas nacionais e internacionais, além de moradores do Rio e do estado. O número coloca o bairro em sexto lugar no ranking geral de visitação e representa um crescimento de 10,5% em relação a 2024, o maior já registrado desde o início da série histórica do Observatório do Turismo Carioca, em 2023.
– Os Arcos da Lapa são um dos maiores símbolos do Rio Antigo e uma referência histórica que merece ser cuidada e preservada. Principalmente por estarem perto de casas de shows, como o Circo Voador e a Fundição Progresso, pedimos que conservem o patrimônio público que pertence a todos nós, como quem cuida da extensão da sua casa – afirmou o secretário de Conservação, Diego Vaz.
História do monumento
O Aqueduto da Carioca, conhecido como Arcos da Lapa, foi construído de 1723 a 1750 e substituiu o modelo anterior de madeira, com uma estrutura de pedra e cal. Projetado pelo engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim, o aqueduto visava trazer água do Rio Carioca até o centro do Rio de Janeiro, cuja função inicial era abastecer o chafariz do Largo da Carioca. Desde 1896, serve como via para o bondinho que liga o Centro da cidade ao bairro de Santa Teresa. Com a criação do Iphan, em 1938, eles foram protegidos pelo tombamento e tornaram-se cartão postal da cidade.
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