
Divino Costa conheceu o Centro de Apoio à Criança e Adolescente (Ceaca), vinculado a Secretaria Municipal de Proteção e Assistência Social (Seaspac, aos 14 anos, após mudar-se para Marabá, vindo de São Domingos do Araguaia. A participação no projeto, que trabalha com artesanato em madeira, veio a partir da mãe. Inicialmente, Divino não queria participar, mas, com o tempo, gostou e aprendeu o ofício, o que mudou sua vida.
Antes de conhecer o projeto, ele trabalhou em São Domingos do Araguaia vendendo geladinho e pastel. Com o Ceaca, 30% do valor arrecadado com as peças produzidas são repassados aos adolescentes de 12 a 17 anos atendidos pelo projeto.
“No começo, foi muito difícil aprender porque a gente tem que ter muita observação para a peça não ficar torta, tem a questão de cortar e lixar as peças. Tem que ter muito cuidado porque tinha pouca madeira, se cortasse errado já ia perder a madeira. Eu comecei fazendo carrinho. Tive um pouco de dificuldade, mas ao longo do tempo aperfeiçoei”, relembra.


Depois que aprendeu a técnica, ele começou a fazer figurinhas de madeira em vários formatos, como de cachorro e gato, por exemplo. Com o passar do tempo, aperfeiçoou-se na técnica e, em 2017, aos 20 anos, Divino foi convidado pelo antigo coordenador do projeto para ser instrutor, por causa de sua experiência, e assim repassar seus conhecimentos a outros adolescentes. Para ele, o Ceaca significa muito. “É muito gratificante. Tem uma importância muito boa para mim. O projeto veio mudar a minha vida porque é um projeto social muito bom, para tirar as crianças da rua”, afirma.
Atualmente, o Ceaca atende cerca de 25 adolescentes, com turmas de segunda a quinta-feira, nos dois turnos. A madeira utilizada na produção de brinquedos, réplicas de veículos, helicópteros, aviões e miniaturas de móveis e eletrodomésticos é doada por algumas empresas. Na oficina localizada no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Folha 13, há os equipamentos necessários para construir as peças, como a serra tico-tico, lixadeira, e as furadeiras de bancada e de mão.






Das fileiras do projeto saiu Elias Marciel, atualmente com 18 anos. Aos 14, ele conheceu o Ceaca e segue uma trajetória parecida com a do instrutor Divino.
Elias pedala quase todos os dias do Delta Park, onde mora, até a oficina do projeto, no Cras da Folha 13. Faz isso porque é importante para ele estar no Ceaca.
Ele avalia a experiência junto ao projeto como incrível, pois deu a ele oportunidades que poderia não ter em outro lugar. Inicialmente, foi difícil aprender a técnica, mas com o tempo e experiência, diversas peças são resultado do trabalho de suas mãos.
“O Projeto Ceaca me apresentou várias portas, junto com a Prefeitura, apresentando cursos, projetos, e daí para a frente a gente tem evoluído. É muito gratificante começar um brinquedo do zero e terminar com aquilo bonito. Tem muita gente que poderia estar na rua brincando, poderia até se envolver com coisas erradas, mas está aqui. Como artesão, é uma oportunidade de emprego. Após sair daqui, o mercado de trabalho é aberto”, comenta.


As peças produzidas no Ceaca são expostas na Feira do Pôr do Sol, na Orla da Marabá Pioneira, e em ações no Partage Shopping; e também no Coreto Pôr do Sol, na Praça Duque de Caxias, em frente ao Museu Municipal Francisco Coelho. Os dois espaços são ligados ao Departamento de Emprego e Renda da Secretaria Municipal de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac).
Em 2025, Divino Costa representou o projeto no estande de Marabá no Pavilhão Pará Municípios na COP-30, em Belém.
Neste 19 de março, Dia Nacional do Artesão, o instrutor e artesão deixa um recado.
“O artesanato é uma coisa muito gratificante, não apenas o artesanato em madeira, mas tem outros tipos que são muito legais. Quem quiser aprender pode vir com a gente, que estamos de portas abertas para ensinar o artesanato em madeira”, finaliza Divino Costa.






Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
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