
O otimismo marca a chegada da safra 2025/26 ao estado de São Paulo. A produção do milho primeira safra deve saltar 38% em comparação ao período anterior, atingindo a marca de 2,01 milhões. Também são esperados crescimentos nas safras agrícolas de soja e café. Os números são consolidados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA0 e pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
O crescimento na produção é impulsionado por um aumento combinado de área e eficiência no campo. A área destinada ao cultivo do grão deve crescer 23,1%, enquanto a produtividade média nas lavouras paulistas está estimada em 7.469 kg/ha, uma elevação de 12,2% em relação à última safra. O levantamento revela que a produção está altamente concentrada em cinco regiões estratégicas, que juntas respondem por 58,6% do volume total do estado (veja na tabela 1).

A soja, um dos principais pilares da agricultura paulista , deve registrar um avanço de 11% na produção, chegando a 4,57 milhões de toneladas. Essa alta é puxada por uma produtividade recorde de 3.663 kg/ha, com destaque para a região de Itapeva, que sozinha detém quase 19% da produção esperada. Desta forma, as três regiões com as maiores produções estimadas para a safra 2025/26 são Itapeva, Assis e Ourinhos, que somadas equivalem a 39,7% do total previsto de produção no estado (veja na tabela 1).
No setor cafeeiro , o primeiro levantamento para o novo ciclo 25/26 estima a colheita de 4,7 milhões de sacas de 60 kg. Embora a área cultivada tenha sofrido um leve declínio de 0,9%, a produtividade deve crescer 5,7%. A regional de Franca segue como a força dominante, sendo responsável por mais de 57% de todo o café colhido no Estado, com produção de 2 milhões de sacas.
Outras 1,1 milhão de sacas (23,6%) registradas na CATI Regional de São João da Boa Vista perfazem juntas 4/5 de toda a produção estadual. As regionais de Ourinhos, Marília, Bragança Paulista e Jaú completam o quadro da oferta cafeeira paulista, com destaque para a regional de Ourinhos que, pela primeira vez, superou a de Marília no terceiro posto do ranking da produção paulista (veja na tabela 3).

Os dados do levantamento foram coletados entre novembro e dezembro de 2025. O processo envolveu técnicos das Casas de Agricultura em todos os 645 municípios paulistas. Os resultados contêm informações sobre os produtos agrícolas de maior expressão econômica na agricultura do estado, calculados a partir da seleção das produções mais significativas do Valor da Produção Agropecuária Paulista, que refletem o comportamento da área plantada, produção e produtividade. O Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) produz anualmente cinco relatórios trazendo previsões e estimativas das safras agrícolas do Estado de São Paulo.
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