
O mercado de trabalho do Rio Grande do Sul apresentou estabilidade no quarto trimestre de 2025, com manutenção da taxa de participação na força de trabalho em 65,6%. O nível de ocupação alcançou 63,2%, com acréscimo de 82 mil pessoas ocupadas na comparação com o trimestre imediatamente anterior, totalizando 5,916 milhões de trabalhadores no estado. A taxa de desocupação ficou em 3,7%, estável na margem e inferior aos 4,5% registrados no quarto trimestre de 2024. Já o contingente de desocupados foi estimado em 229 mil pessoas, com redução de 51 mil na comparação interanual.
Na comparação cm as demais unidades da Federação, o Rio Grande do Sul apresentou a sétima menor taxa de desocupação no quarto trimestre de 2025. No mesmo período, o estado passou da sexta para a oitava posição na taxa de participação na força de trabalho e da quinta para a sétima posição no nível de ocupação, em relação ao quarto trimestre de 2024.
Os dados integram o Boletim do Trabalho, divulgado nesta terça-feira (24/3). A publicação é do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). A autoria é dos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) – base estatística produzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A taxa de informalidade foi de 30,1% no quarto trimestre de 2025, inferior aos 32,1% observados no mesmo período de 2024. O contingente de ocupados informais foi estimado em 1,783 milhão de pessoas, com redução interanual de 118 mil trabalhadores, o que corresponde a 19,7% da queda nacional nesse grupo. A taxa combinada de desocupação e subocupação ficou em 6,2%, sem variação relevante em relação ao trimestre anterior e com redução de 1,1 ponto percentual na comparação com o quarto trimestre de 2024.
A incidência da desocupação de longo prazo foi de 25,8%, inferior à registrada no terceiro trimestre de 2025 (29,2%) e superior à observada no quarto trimestre de 2024 (21,2%).
O rendimento médio mensal real habitual foi estimado em R$ 3.968, sem variação significativa na margem e na comparação interanual. Já a massa de rendimento mensal real habitual totalizou R$ 23,06 bilhões, com aumento de 3,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Emprego formal
No acumulado de 12 meses, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o Rio Grande do Sul registrou saldo positivo de 36,5 mil vínculos formais de trabalho, o que representa variação de 1,3% no estoque de empregos.
O crescimento foi inferior ao observado no Brasil, que registrou variação de 2,6% no mesmo período. Entre as unidades da Federação, o estado ocupou a última posição em termos de crescimento percentual do emprego formal. O setor de serviços concentrou a maior parte das vagas, com 32,8 mil vínculos, o equivalente a cerca de 90% do saldo total. O comércio registrou saldo de 5,3 mil vínculos, com crescimento de 0,8%. A indústria e a construção apresentaram variações próximas da estabilidade, com crescimento de 0,2% e 0,1%, respectivamente. Já a agropecuária registrou retração de 3,1 mil vínculos, o que corresponde a queda de 2,7% no período.
As mulheres foram responsáveis por 78,2% do saldo de empregos formais, o que corresponde a 28,5 mil vínculos. Na análise por faixa etária, os trabalhadores de até 24 anos registraram saldo positivo de 66,8 mil vínculos, enquanto todos os intervalos de idade a partir de 25 anos apresentaram saldo negativo, com destaque para a redução de 13,4 mil vínculos de pessoas entre 50 e 64 anos. Em relação à escolaridade, o crescimento do emprego concentrou-se nos trabalhadores com ensino médio (completo e incompleto). Já entre aqueles com ensino superior completo, houve saldo negativo de 2,2 mil vínculos, com desligamentos superiores às admissões.
Destaques regionais e setoriais
A Região Funcional 9 (Norte) apresentou o maior crescimento percentual do emprego formal no acumulado de 12 meses (3,1%) e no acumulado de seis anos (26,2%). Na indústria dessa região, o emprego cresceu 28,9% entre janeiro de 2020 e janeiro de 2026.
Entre os segmentos industriais, as maiores perdas de vínculos em 12 meses ocorreram nas atividades de couro e calçados (-4,5 mil postos) e de veículos automotores (-3,3 mil). Os maiores ganhos foram registrados em produtos alimentícios (+5,8 mil) e na fabricação de máquinas (+1,6 mil).
Rendimentos e tributação
Entre os assalariados trabalhadores formais do estado, 83,8% (2,587 milhões de pessoas) possuíam rendimento médio mensal nominal de até R$ 5.000 no quarto trimestre de 2025, enquadrando-se no novo limite de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, vigente a partir de 2026.
Texto: Marcelo Bergter, Ascom/SPGG
Edição: Secom
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