
No Dia Nacional do Circo, celebrado em 27 de março, histórias de quem vive da arte circense mostram como a paixão pela atividade também se transforma em fonte de renda. “O circo me deu a sensação de voar sem asas”, diz a empreendedora Marcela Borges de Alencar. Para melhorar o espaço físico, ela recorreu ao microcrédito produtivo do Banco do Povo Paulista (BPP), programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) que oferece crédito para investimento e expansão de negócios.
Marcela e a sócia, Gabriele Bueno Zanollo, administram uma escola de artes circenses em São Carlos, no interior paulista. O local reúne aulas de tecido acrobático, lira, trapézio fixo, acroyoga e yoga.

Com o empréstimo do BPP, as empreendedoras investiram na melhoria da estrutura do lugar, com a instalação de aparelhos de ar-condicionado e películas nas janelas, para proporcionar conforto térmico e um ambiente propício para o aprendizado e a prática dos exercícios.
“O processo de conseguir o empréstimo do Banco do Povo foi simples e valeu a pena. Se não tivéssemos feito esse investimento, a sala estaria muito quente, afetando a saúde dos alunos”, afirma Marcela.
Ela deixou um cargo público para se dedicar a dar aulas circenses. “Fui ginasta e sempre amei saltar e dar piruetas. Na adolescência, busquei algo que me fizesse sentir livre, e encontrei os aéreos circenses, que me deram a sensação de voar sem asas. O que mais me encanta é o empoderamento que essa atividade traz para mim e meus alunos”, compartilha Marcela.
Outro exemplo é o da empreendedora Julia Gabriela de Oliveira Tolentino, de Bragança Paulista, que, ao lado da sócia Jaqueline Gomes, mantém um espaço de circo na cidade, na região administrativa de Campinas. Com o crédito do BPP, investiram na compra de equipamentos e na instalação da estrutura, incluindo ventiladores, tatames, mosquetões e trapézios.

“Sem esse empréstimo, não teria sido possível abrir a empresa. Não teríamos condições de arcar com crédito em banco convencional. Ficamos emocionadas e realizadas. Ver o sonho de outras pessoas se concretizando não tem preço”, ressalta Julia.
O setor circense se mantém ativo. A União Brasileira de Circo Itinerantes (UBCI) estima que existem cerca de 100 circos no estado, 10 escolas de circo profissionais e aproximadamente 50 lonas culturais que utilizam a linguagem circense como ferramenta de inclusão social.
Além disso, o segmento conquistou reconhecimento de patrimônio imaterial do Estado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).
“O circo é uma expressão artística que encanta públicos de todas as idades. Ao mesmo tempo, é um negócio que movimenta a economia e gera renda. Por isso, é essencial que profissionais do setor conheçam o crédito do Banco do Povo Paulista, que pode ajudar no desenvolvimento de pequenos negócios com empréstimos de até 21 mil reais”, explica Amiris de Paula, subsecretária de Empreendedorismo e Produtividade da SDE.
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