
O governador Eduardo Leite e a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte, irão anunciar, na terça-feira (31/3), a conclusão da estrutura principal da Barragem Jaguari, em São Gabriel. O investimento de R$ 365,7 milhões irá ampliar a irrigação da região e contribuir para a prevenção e o enfrentamento de cheias e secas.
O Estado contribuiu com R$ 249 milhões para o empreendimento, e a União, com R$ 116,7 milhões. O gerenciamento dos trabalhos ficou a cargo da Secretaria de Obras Públicas (SOP), por meio do Departamento de Barragens e Canais (DBC).
“A Barragem Jaguari transformará a paisagem da região. Não só por ser uma construção gigante ou por criar um lago, mas por levar água às terras que precisam de irrigação e protegê-las das enchentes. Estamos possibilitando mais produção, mais segurança e mais renda”, afirma Izabel.
Serão beneficiados mais de 100 mil habitantes nos municípios de São Gabriel, Lavras do Sul e Rosário do Sul. Com a Barragem Taquarembó, em construção em Dom Pedrito, serão atendidos também 95,6 mil moradores de Cacequi e Sant’Ana do Livramento por meio de canais.
Quando entrar em operação, levando irrigação a áreas atualmente não alcançadas pelo arroio, Jaguari impulsionará a agropecuária e reduzirá perdas no campo. Também funcionará como reservatório nos períodos de estiagem e, em tempos de chuva, conterá a subida dos rios. Além disso, garantirá menor variação no volume de água disponível ao longo do ano para as lavouras, ampliando a previsibilidade da produção.
Estrutura e histórico
A Barragem Jaguari tem 25 metros de altura e se estende por mais de um quilômetro. Com o represamento, será formado um lago artificial que poderá represar o equivalente a cerca de 55,3 mil piscinas olímpicas, ocupando uma área de mais de 2,5 mil campos de futebol.
Anunciada em 2008, a obra iniciou-se no ano seguinte. Em 2012, foi paralisada, sendo retomada apenas em 2018. O maior impulso ocorreu nos governos de Eduardo Leite. Na atual gestão, de 2023 a 2026, por exemplo, a construção foi colocada como prioridade e avançou cerca de 11,6% a cada ano, ritmo duas vezes maior do que o alcançado em períodos anteriores.
“Concluímos o que poderiam ter achado impossível. Unimos a recuperação financeira do Estado a um trabalho dedicado e focado na SOP, o que tornou possível finalizarmos esta obra tão importante”, salienta Izabel.
Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom
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