
O governo do Estado do Acre formalizou a assinatura de uma operação de crédito no valor total de R$ 120 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do Programa Fundo Clima e do BNDES Invest Impacto, destinados à execução de um plano de investimentos multissetorial com foco na sustentabilidade e na redução de vulnerabilidades socioeconômicas.
Para o secretário de Planejamento do Acre, Ricardo Brandão, a operação representa um dos mais relevantes movimentos recentes de investimento público estruturante no estado, articulando políticas de transição energética, desenvolvimento urbano resiliente, bioeconomia, modernização da gestão pública e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
“A contratação desta operação de crédito junto ao Programa Fundo Clima e ao BNDES Invest Impacto reafirma o compromisso do governo com o fortalecimento das políticas públicas de geração de emprego e renda, com eficiência da gestão pública e com a sustentabilidade ambiental, ao promover desenvolvimento socioeconômico sustentável, inclusivo e com justiça climática. É gratificante trabalhar com governantes, gestores públicos e instituições financeiras comprometidas com políticas de Estado e com a proteção da sociobiodiversidade da nossa Amazônia. Portanto, muito obrigado a todos que contribuíram para tornar esta operação uma realidade”, afirma Brandão.
Com prazo de execução estimado em até 48 meses, o conjunto de projetos foi estruturado para gerar impactos simultâneos nas dimensões econômica, social e ambiental, consolidando o Acre como referência na Amazônia Legal em políticas públicas de desenvolvimento sustentável.
O plano financiado pelo BNDES é composto por sete projetos estratégicos, distribuídos em diferentes regiões do estado e organizados em eixos integrados.
Entre os principais investimentos previstos, destacam-se:
Os investimentos serão realizados em diversos municípios do estado, com abrangência nas regiões do Alto Acre, Baixo Acre e Juruá.
O portfólio foi estruturado a partir de cinco eixos principais:
Com foco na adaptação às mudanças climáticas, este eixo concentra projetos de infraestrutura verde, saneamento e requalificação urbana, como a revitalização do Igarapé São Francisco e a implantação do Jardim Botânico.
A instalação de usinas solares em prédios públicos posiciona o Estado na agenda de transição energética, reduzindo custos operacionais e emissões de gases de efeito estufa.
Os viveiros públicos e ações de reflorestamento impulsionam cadeias produtivas sustentáveis, promovendo sistemas agroflorestais e geração de renda no meio rural.
A implantação do Centro de Artesanato e Turismo busca estruturar a cadeia da economia criativa, ampliando oportunidades para artesãos, empreendedores e comunidades locais.
Os estudos para concessões e PPPs introduzem inovação na prestação de serviços públicos, aumentando eficiência, qualidade e sustentabilidade fiscal.
O conjunto de investimentos foi desenhado para gerar impactos estruturantes e de longo prazo, com efeitos diretos na qualidade de vida da população e na competitividade do Estado.
A revitalização da bacia do Igarapé São Francisco deve beneficiar diretamente cerca de 70 mil pessoas, reduzindo riscos de enchentes, melhorando o sistema de drenagem e promovendo recuperação ambiental de áreas degradadas.
Além disso, a recomposição de áreas verdes e a implantação de infraestrutura ambiental contribuirão para o aumento da resiliência das cidades frente a eventos climáticos extremos.
A instalação de usinas fotovoltaicas permitirá ao Estado reduzir significativamente suas despesas com energia elétrica, liberando recursos para áreas prioritárias como saúde, educação e segurança.
Ao mesmo tempo, a iniciativa contribuirá para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e para a consolidação de uma matriz energética mais limpa.
Os projetos voltados à bioeconomia e à economia criativa devem ampliar oportunidades de trabalho e renda, especialmente em comunidades tradicionais, áreas rurais e periferias urbanas.
A implantação de viveiros públicos, por exemplo, viabiliza a expansão de sistemas agroflorestais e fortalece cadeias produtivas sustentáveis, como açaí, cacau, castanha e madeira manejada.
Já o Centro de Artesanato e Turismo tende a ampliar a formalização de artesãos, aumentar a comercialização de produtos locais e fortalecer o turismo cultural.
A criação do Jardim Botânico e as ações de reflorestamento contribuem diretamente para a conservação da biodiversidade amazônica, além de promover educação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais.
Essas iniciativas reforçam o papel do Acre como protagonista na agenda ambiental e na proteção da floresta.
A estruturação de parcerias público-privadas permitirá ganhos de eficiência na gestão de serviços públicos, com impacto direto na qualidade do atendimento à população.
No sistema prisional, espera-se maior segurança e modernização tecnológica. Já na educação, a melhoria da infraestrutura escolar tende a refletir positivamente nos indicadores de aprendizagem.
A parceria com o BNDES também prevê apoio técnico na estruturação e acompanhamento dos projetos, promovendo transferência de conhecimento e fortalecimento da capacidade institucional do Estado.
O plano de investimentos está alinhado à Agenda Acre 10 Anos (2023–2032), que orienta o desenvolvimento do estado com base em pilares como sustentabilidade, inovação, infraestrutura, cultura e inclusão produtiva.
A operação também está inserida na estratégia do BNDES de retomada qualificada do investimento público, priorizando projetos com alto impacto social, ambiental e econômico.
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