
Entre conquistas, emoção e histórias de superação, mais de 20 paratletas do Programa Paradesporto e atletas, que recebem apoio financeiro do Governo do Pará, subiram ao pódio na etapa de Belém do Meeting Paralímpico Loterias Caixa 2026. Eles garantiram vagas para as Paralimpíadas Escolares e Universitárias, que serão realizadas em novembro, em São Paulo (SP).
Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), o Paradesporto é uma política pública, que vai além de uma iniciativa estadual: é um espaço de acolhimento e transformação de vidas para atletas paralímpicos em todo o território do Pará.
O Meeting ocorreu, no último sábado (11), e reuniu 118 atletas paralímpicos, de várias faixas etárias e categorias, nas provas de atletismo e natação, na capital paraense, Belém.
O Centro de Instrução Almirante Braz (Ciaba) recebeu as provas de atletismo, com 86 esportistas inscritos, enquanto a Tuna Luso Brasileira sediou as disputas de natação, com 32 atletas. Organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o evento é realizado em todos os Estados do país.
As competições reuniram atletas de alto rendimento e também esportistas em desenvolvimento, com divisões por faixa etária a partir da categoria sub-11. Os resultados obtidos são válidos para os rankings nacionais e classificatórias para eventos como as Paralimpíadas Escolares e Universitárias.
A secretária da Seel, Ana Paula Alves, destacou a importância do investimento no paradesporto paraense. “Esses resultados mostram a força do nosso programa e o compromisso do Governo do Pará com a inclusão e o desenvolvimento dos nossos atletas. O Paradesporto não é apenas um programa de governo, é um verdadeiro acolhimento que transforma vidas e oferece oportunidades para milhares de paratletas”, disse.
Um dos destaques da natação foi o paratleta, do Programa Paradesporto, Wesley Souza de Aguiar, de 17 anos, que competiu na categoria sub-19. Ele conquistou cinco medalhas de ouro nas provas de 100 metros borboleta, costas, peito e crawl, além dos 50 metros crawl.
“A classificação para as Paralimpíadas Escolares é muito importante. Venho treinando ao longo do ano, com foco e determinação. Cada ano é um novo objetivo, e este não foi diferente. Trabalhei para alcançar essa vaga e, graças a Deus, consegui me classificar”, disse Wesley Aguiar.
A mãe de Wesley, Rogéria Alves, destacou a emoção pela conquista do filho e a transformação proporcionada pelo programa. “Sou muito grata, primeiramente, a Deus, e também ao apoio que meu filho vem recebendo ao longo desse tempo. O projeto mudou muito a vida dele, tanto no aspecto pessoal quanto no esportivo. Ele evoluiu bastante depois que entrou no Paradesporto, e acredito que ainda há muito a ser conquistado por meio do esporte”, disse Rogéria.
Entre os destaques da competição, também, está a atleta Emanuelly Braga, que conta com apoio do Governo do Pará para competições nacionais e internacionais.
A jovem celebrou a conquista da medalha de ouro e a pontuação no ranking. “Foi uma experiência incrível competir aqui em Belém. Treinei muito para esse momento e estou feliz com o resultado”, disse.
Recentemente, Emanuelly bateu o recorde nacional durante a primeira fase do Circuito Paralímpico de Atletismo Loterias Caixa 2026, realizada nos dias 1º e 2 de abril, em São Paulo.
Ela conquistou medalha de ouro nos 400 metros (classe T72), com o tempo de 1min18s00, estabelecendo um novo recorde nacional, além de garantir a prata nos 100 metros na mesma classe.
Já a mãe de Emanuelly, Janete Braga, reforçou o papel da família no incentivo ao esporte. “Sempre acreditamos no potencial da nossa filha. O esporte transformou a vida dela e hoje estamos colhendo os frutos desse trabalho. Só tenho a agradecer ao apoio recebido”, destacou.
A temporada de 2026 será encerrada entre os dias 6 e 8 de agosto, em São Paulo, após a realização de etapas em todos os estados do país. Em 2025, o circuito nacional contou com cerca de 7.500 atletas, sendo aproximadamente 1.600 participantes de primeira vez em uma classificação esportiva.
Programa Paradesporto revelando talentos paralímpicos. A iniciativa
contempla modalidades como atletismo, natação, bocha, tênis de mesa, futebol PC (paralisia cerebral), voleibol sentado, parabadminton, petra e rugby em cadeira de rodas, além de outras práticas paralímpicas. O programa atende pessoas com deficiência física, intelectual, visual, paralisia cerebral, amputação, nanismo e usuários de cadeira de rodas.
O programa atua para democratizar o acesso à prática esportiva, promovendo o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes, jovens e adultos, com ou sem deficiência, como instrumento de formação cidadã e melhoria da qualidade de vida. As ações contribuem para a inclusão social, o bem-estar e a igualdade de direitos e oportunidades.
O Programa Paradesporto já revelou atletas que se destacam em competições nacionais e internacionais, muitos deles convocados para seleções brasileiras de modalidades paralímpicas. De acordo com o professor Valdir Aguiar, que integra a equipe técnica do programa, o trabalho vai além do rendimento esportivo. “Nós utilizamos o esporte como ferramenta de inclusão, autoestima e desenvolvimento humano. Cada aluno é avaliado de forma individual, respeitando suas potencialidades e limitações”, explicou.
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