
Na manhã desta quarta-feira, 28, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma capacitação estratégica voltada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no miniauditório da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
O treinamento faz parte do cronograma do Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, e reforça a rede de monitoramento em uma região considerada endêmica pelo Ministério da Saúde.
O objetivo central é transformar o ACS em um olhar clínico dentro das residências. Por estarem cotidianamente na comunidade, esses profissionais são o elo vital para identificar manchas e sintomas iniciais, encaminhando suspeitas para as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Segundo Simone Campos, coordenadora de Estratégias de Saúde da Família, Marabá possui atualmente 79 pacientes em tratamento, com um índice de 85% de cobertura de casos.


“Estamos em um bom indicador e a meta é otimizá-lo. O ACS identifica a área de vulnerabilidade e traz o paciente para a unidade. Esse conhecimento é crucial para a busca ativa de pacientes faltosos, garantindo que ninguém abandone o tratamento e todos alcancem a alta por cura”, explica a coordenadora.
Além da hanseníase, o treinamento abordou a identificação de sintomáticos respiratórios. Pollyanna Ribeiro, coordenadora de Doenças Crônicas, destaca que a capacitação já passou por médicos e enfermeiros, chegando agora aos agentes de campo.


“Eles utilizam um questionário porta a porta. É fundamental que saibam identificar os sinais para evitar que o paciente desenvolva sequelas graves”, pontua.
A gravidade da doença na região Norte fez com que Marabá fosse selecionada para o projeto federal Roda-Hans. Max Rafael Miranda, coordenador de Programas Especiais, ressalta que a política de combate é permanente.


“Desde 2024 intensificamos as ações. Este já é o nosso segundo grande encontro em menos de seis meses. Estamos qualificando inclusive os profissionais que estavam de férias para que a rede esteja 100% preparada. A hanseníase ainda é um problema de saúde pública e precisamos agir em tempo oportuno”, afirma.
Para os agentes, o treinamento é uma ferramenta de proteção à comunidade. Samuel Silva, ACS do Jardim União, detalha como a teoria se aplica na prática.


“Quando identifico uma manchinha na visita, já pergunto sobre a sensibilidade. Se houver suspeita, informo a enfermeira imediatamente. O acompanhamento próximo evita que o paciente abandone o tratamento, que dura no mínimo seis meses”.
Maria Milhomem, agente na Nova Marabá, reforça o sentimento de responsabilidade.


“Nosso trabalho é primordial porque estamos dentro da casa das famílias. Treinamentos assim nos ajudam a contribuir para que menos pessoas adoeçam no município”.
Serviço
Se você apresenta manchas na pele (esbranquiçadas, residuais ou avermelhadas) com perda de sensibilidade ao calor, dor ou tato, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência. O tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).




Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio Santos
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