
Atividade educativa reforça cuidados, diagnóstico precoce e combate ao vetor

A doença, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, pode apresentar sintomas iniciais como febre, mal-estar, falta de apetite e aumento do fígado e do baço, podendo persistir por até 12 semanas. Em fases mais avançadas, os pacientes podem desenvolver complicações como palpitações, falta de ar, cansaço, inchaço, dor no peito, tosse, tontura, dificuldade para engolir, soluços, prisão de ventre e dor abdominal.
Durante a palestra, foram destacadas as principais formas de transmissão da doença. A mais comum é a vetorial, que ocorre por meio do inseto conhecido como barbeiro. Após picar a pessoa, o inseto pode eliminar fezes contendo o parasita, que entra no organismo por meio de feridas na pele ou mucosas.
Outras formas de transmissão incluem a via transfusional ou por transplante de órgãos, quando há doadores infectados; a transmissão vertical, de mãe para filho durante a gestação ou parto; e ainda a forma acidental, que pode ocorrer em ambientes laboratoriais sem o uso adequado de equipamentos de proteção. Em caso de sintomas, procure a unidade de saúde mais próxima.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância da conscientização: “Informação e prevenção são fundamentais para proteger a população e evitar novos casos”.
A Semusa também reforça a importância do diagnóstico precoce, que é feito por meio de exames laboratoriais, além de destacar que a doença tem tratamento, especialmente quando identificada na fase inicial.
Entre as principais medidas de prevenção estão evitar o consumo de alimentos em condições inadequadas de higiene, como açaí e caldo de cana sem procedência segura. Também é recomendado manter os ambientes domésticos limpos, vedar frestas, buracos e rachaduras em paredes, além de evitar a presença de animais dentro de casa que possam servir de alimento para o barbeiro, como cães, gatos e roedores.
Caso suspeite que encontrou o inseto, não o mate. Utilize luvas ou saco plástico sem furos ou rasgos e lacre em recipiente ou sacola descartável. Em seguida, entre em contato com a Divisão de Pesquisa e Diagnóstico de Zoonoses e Entomologia (DPDZE) pelo WhatsApp(69) 98473-8041e envie uma foto para confirmação. Se houver confirmação, leve ao posto de coleta localizado na Avenida Mamoré, nº 1120, bairro Cascalheira, ou solicite a retirada no domicílio.
A agente de combate às endemias, Sandra Nascimento, destacou que o laboratório de entomologia está à disposição da população para informações e orientações. Ela reforçou: “A gente está sempre à disposição, sempre atendendo na medida do possível”. Sandra também enfatizou o papel da educação em saúde no alcance da comunidade e acrescentou: “A gente ainda acredita muito que a forma de nós atingirmos a comunidade é assim, com educação e saúde”, além de ressaltar a importância de conhecer o vetor para fortalecer a prevenção.
Texto:Gian Souza
Edição:Secom
Fotos:Gabriel Moreira e Gian Souza
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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