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‘Café com Notícias’ debate impactos do bullying e da fobia social na saúde mental de estudantes

A psicóloga Evelyn Lidholm informou que cerca de 40% dos estudantes brasileiros já vivenciaram situações de bullying, segundo pesquisa

22/10/2026 às 11h41
Por: Redação Fonte: ALEMA
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A apresentadora Elda Borges durante a conversa com a psicóloga Evelyn Lidholm no Café desta quinta-feira
A apresentadora Elda Borges durante a conversa com a psicóloga Evelyn Lidholm no Café desta quinta-feira

Agência Assembleia/MA / Foto: Wesley Ramos


O programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, abordou, nesta quinta-feira (22), os impactos do bullying e da fobia social na saúde mental de estudantes, destacando a importância da prevenção, do acolhimento e do apoio familiar no enfrentamento desses problemas.

Durante a entrevista á apresentador Elda Borges, a psicóloga Evelyn Lidholm, apresentou dados de pesquisas nacionais que apontam que cerca de 40% dos estudantes brasileiros já vivenciaram situações de bullying. A subnotificação, no entanto, dificulta dimensionar a realidade do problema, já que muitas vítimas têm medo de retaliação, sentem vergonha ou não encontram canais seguros para denunciar as agressões.

O bullying pode se manifestar de diferentes formas, desde xingamentos e agressões físicas até ataques à aparência, bilhetes anônimos e humilhações no ambiente virtual. O uso de ferramentas digitais e de inteligência artificial também amplia os riscos de exposição e assédio, prolongando o sofrimento das vítimas.

A entrevista destacou ainda que estudantes mais quietos e com dificuldade de reagir podem se tornar alvos frequentes de agressores. Nesse contexto, o desenvolvimento da autoconfiança e da assertividade é apontado como importante para ajudar os jovens a estabelecer limites e buscar proteção.

Consequências

Entre as consequências do bullying estão o estresse prolongado, a ansiedade e a fobia social, que podem comprometer a convivência e o desenvolvimento dos estudantes. Em situações mais graves, o sofrimento psicológico pode evoluir para ideação suicida, o que reforça a necessidade de atenção aos sinais de alerta e de acompanhamento adequado.

A participação da família foi ressaltada como fundamental para a prevenção e o enfrentamento do problema. Manter o diálogo aberto, oferecer acolhimento e evitar críticas excessivas em casa são atitudes que contribuem para que crianças e adolescentes se sintam seguros para relatar situações de violência.

O debate reforçou a importância do envolvimento de famílias e escolas na construção de ambientes seguros, com canais de denúncia acessíveis e ações de conscientização que promovam o respeito e a saúde mental na comunidade escolar.

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