
Mais do que uma data no calendário, o Dia da Pessoa com Visão Monocular é um chamado à conscientização, ao respeito e à garantia de direitos. Celebrada anualmente em 5 de maio, a data foi instituída no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná pela Lei Estadual nº 20.233/2020, de autoria dos deputados estaduais Gilson de Souza (PL), Alexandre Curi (REP), Ademar Traiano (PSD) e do ex-deputado Delegado Francischini (PL).
A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade às pessoas que enxergam com apenas um olho e que, por isso, enfrentam limitações reais no dia a dia, especialmente em atividades que dependem de noção de profundidade, campo visual amplo e percepção espacial. A visão monocular é reconhecida como deficiência sensorial, o que reforça a necessidade de políticas públicas, inclusão, acessibilidade e respeito à dignidade dessas pessoas.
Para o deputado estadual Gilson de Souza, a criação da data representa uma forma de trazer o tema para o centro do debate público e combater a invisibilidade enfrentada por muitos paranaenses. “Quando apresentamos essa iniciativa, nosso objetivo foi dar voz e visibilidade às pessoas com visão monocular. Muitas vezes, essa condição não é percebida pela sociedade, mas traz impactos importantes na vida de quem convive com ela. Esta lei é um instrumento de conscientização, respeito e defesa de direitos”, afirmou.
Durante a tramitação do projeto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a proposta destacou a importância de promover a inclusão social, ampliar a informação sobre a visão monocular e contribuir para que a população compreenda melhor os desafios enfrentados por quem possui essa condição. O projeto também chamou atenção para a necessidade de combater preconceitos e garantir mais oportunidades no acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à cidadania.
Segundo Gilson de Souza, datas como esta cumprem um papel essencial na construção de uma sociedade mais justa e humana. “A pessoa com visão monocular precisa ser respeitada em seus direitos e reconhecida em suas necessidades. O poder público tem o dever de promover inclusão e criar condições para que todos possam viver com dignidade, sem discriminação e com igualdade de oportunidades”, finalizou o parlamentar.
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