
Cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que antes eram despejados irregularmente nos rios da Grande São Paulo passaram a receber tratamento e destino adequados desde 2024, quando o Governo de São Paulo fez a desestatização do serviço de saneamento básico no Estado.
Com vistas a atingir a meta do marco legal de Saneamento —que prevê que 90% da população do estado tenha acesso a serviço de esgoto até 2033— São Paulo antecipou essa data para 2029, a Sabesp ampliou o investimento no setor para R$ 15,2 bilhões, um dos maiores investimentos já feitos em saneamento básico no país.
Em parceria com a Sabesp, o Governo de São Paulo criou o projeto Integra Tietê, o maior programa de despoluição já realizado no Estado de São Paulo, que tem impacto direto nos dois principais rios que cortam a Grande São Paulo, o Tietê e o Pinheiros.
O projeto tem como objetivo ampliar a coleta e o tratamento de esgoto e promover a recuperação ambiental do rio Tietê e seus afluentes ao longo de mais de 1.100 km. Na Capital e Grande São Paulo estão sendo executados 42 conjuntos de obras lineares, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e a ampliação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Desde seu lançamento, o programa já removeu cerca de 5 milhões de m³ de sedimentos e conectou pelo menos 1,5 milhão de domicílios à rede de esgoto, reduzindo de forma exponencial a carga de detritos orgânicos que era lançada sem tratamento nas águas do Tietê e seus afluentes.
O impacto direto desse trabalho foi a redução da mancha de poluição no rio Tietê, de 207 quilômetros para 174, de acordo com estudo apresentado pela ONG SOS Mata Atlântica.
Desde 2024, foram entregues 16 estações de tratamento de esgoto (ETEs) e criado cerca de 800 quilômetros de redes coletoras, ampliando o acesso ao saneamento para aproximadamente 3,8 milhões de pessoas.
Outras seis estações de tratamento de esgoto estão passando por expansão e devem ter sua capacidade ampliada em até 75%.
A expansão da rede em áreas rurais e informais também tem contribuído para diminuir a poluição dos córregos e mananciais que abastecem a Grande São Paulo.
O saneamento básico avançou no estado de São Paulo com 31% mais investimentos neste primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram R$ 3,7 bilhões no período, que contribuíram para que mais pessoas tenham acesso a água e esgoto. O balanço apresentado pela Sabesp mostra que a meta para o período de 2024 a 2026 já alcança 87% para água, 77% na coleta de esgoto e 71% no tratamento.
Os investimentos no saneamento básico foram acelerados após a desestatização da Sabesp, em agosto de 2024. A previsão é antecipar a universalização até 2029 com quase R$ 70 bilhões em investimentos.
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