
O Piauí ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de vacinação contra a influenza, com 61% de cobertura vacinal, conforme levantamento que reúne dados das unidades da Federação. O estado aparece à frente de Alagoas e Paraná, ambos com 58%, e contabiliza 489.697 doses aplicadas. O resultado destaca o desempenho da estratégia estadual de imunização e reforça a importância da continuidade das ações para ampliar a proteção da população contra a doença.
A partir desta quinta, 29 de outubro, a vacina contra a gripe está liberada para todo o público em geral no Piauí.
Entre os grupos prioritários, o Piauí apresenta resultados expressivos. Na vacinação de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, o estado alcançou 66,42% de cobertura, a segunda maior do país, atrás apenas de Alagoas. Já entre as gestantes, o índice chegou a 102,65%, colocando o estado na quarta posição nacional. O percentual acima de 100% pode estar relacionado a diferenças entre a população estimada e o número de pessoas efetivamente vacinadas, o que reforça a importância da atualização e da qualificação dos registros.

Outro destaque é a vacinação de pessoas com 60 anos ou mais. Nesse grupo, o Piauí registra 55,95% de cobertura, a maior entre as unidades da Federação incluídas no levantamento. Apesar da liderança, o resultado ainda está abaixo da meta de referência de 90%, assim como ocorre entre crianças, cuja cobertura também precisa avançar. Por isso, a ampliação do acesso à vacina e a busca ativa das pessoas que ainda não se imunizaram permanecem entre as prioridades da estratégia estadual.
A coordenadora estadual de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), Bárbara Pinheiro, destaca a importância do resultado e da continuidade do trabalho para alcançar os públicos prioritários.
“O primeiro lugar no ranking nacional demonstra o avanço do Piauí na vacinação contra a influenza e reforça a importância do trabalho realizado pelas equipes de saúde em todo o estado. Nosso desafio agora é manter esse desempenho e ampliar ainda mais a cobertura, especialmente entre crianças e idosos, garantindo que mais pessoas tenham acesso à vacina e estejam protegidas contra as complicações da doença. A orientação é que as pessoas que integram os grupos prioritários procurem uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal”, afirma.

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