
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) participou das atividades organizadas pelos comitês estaduais de Sanidade Avícola (Coesa) e de Sanidade Suína (Coesui-PR). As ações integraram a programação do Show Rural Coopavel, que acontece até está sexta-feira (13), em Cascavel, no Oeste paranaense. O objetivo dos encontros foi discutir estratégias para o fortalecimento das ações de prevenção, vigilância e defesa sanitária da pecuária no Estado.
As reuniões contaram com a presença de representantes do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) e do sistema do Sindicato e Organizações das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). As ações dos Comitês são direcionadas à proteção e ao aperfeiçoamento das medidas de sanidade animal, assegurando que todas as estratégias sejam conduzidas com rigor científico, especialmente no âmbito da sanidade avícola.
O diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, que preside ambos os comitês, enfatizou a questão de planejamento em biosseguridade a partir da ótica do Paraná como um expoente sanitário. “Nós não vendemos carne, aves, suínos, peixes. O que a gente vende para o mundo é sanidade. Qualquer país que negocia com o Brasil pergunta se há sanidade e, se tem sanidade você fecha negócio. Se não houver perde mercados”.
Entre os temas debatidos, ganharam destaque a vigilância epidemiológica, prevenção de enfermidades de importância econômica, biosseguridade, atualização de protocolos e alinhamento de ações interinstitucionais. Também foram levantadas temáticas como o papel do Seagri para o status sanitário positivo do Estado, a importância da sanidade para a abertura de novos mercados, em específico para os avanços com a União Europeia.
Segundo o chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a atuação dos comitês é uma ação estratégica para a proteção do patrimônio sanitário do Estado.
“Ao promover a integração efetiva entre o poder público e a iniciativa privada, e por meio do diálogo técnico e da corresponsabilidade, os comitês fortalecem as ações de sanidade e biosseguridade, antecipam riscos, orientam decisões e consolidam uma cultura de prevenção em toda a cadeia produtiva, garantindo sustentabilidade, competitividade e manutenção dos mercados paranaenses.” explica o médico veterinário.
COMITÊS– O Coesa é composto por representantes de diversas entidades públicas e privadas, promovendo a integração entre governo, setor produtivo, instituições de pesquisa e demais atores da cadeia avícola. A atuação conjunta tem como objetivo proteger o patrimônio sanitário do Estado e aprimorar continuamente as práticas de defesa agropecuária.
Para a chefe da Divisão de Sanidade Avícola do Coesa, Pauline Sperka de Souza, a reunião do comitê é essencial para reforçar a integração entre as instituições com o propósito de continuar com uma produção segura e livre de doenças.
“A reunião reforça a integração entre as instituições públicas e privadas, bem como o papel fundamental da Adapar na manutenção de status de livre de influenza viária e doença de Newcastle na avicultura paranaense, por meio da nossa vigilância ativa e passiva, fiscalizações de biosseguridade e equipes sempre preparadas para responder rapidamente a qualquer notificação de possível emergência sanitária”, avalia.
Assim como o Coesa, o Coesui-PR trabalha em parceria com comitês municipais de sanidade agropecuária para fortalecer o controle sanitário e aumentar o espaço do Paraná no mercado internacional de carnes. O trabalho constante na área de sanidade e biossegurança na suinocultura resultou, em junho do último ano, na conquista de um dos mercados de maior referência na exigência sanitária do mundo, o Chile.
Durante a sua participação na reunião, o chefe da Divisão de Sanidade dos Suínos da agência, João Humberto Teotônio de Castro, ressaltou uma parceria que a Adapar firmou com a Embrapa e contribui com a biosseguridade na suinocultura industrial no Estado. “O BiosSuis, que é um sistema multicritérios de avaliação. Vai ser utilizado para estadear e implantar a biosseguridade na suinicultura industrial do Paraná, como forma estratégica de blindar a cadeia suinícola contra os eventos sanitários, que são vários”, salienta.
“A peste suína clássica que não está no nosso território, mas ocorre no Norte do país, e a peste suína africana, que não chegou ao Brasil, mas está distribuída em vários locais do mundo, são exemplos que tornam primordial o avanço nesse quesito”, finaliza o médico veterinário.
ECONOMIA– A sanidade e a biosseguridade em relação aos animais de produção é essencial para a economia do Estado, um dos maiores expoentes da produção e exportação de proteína animal no país, com destaque na produção e exportação de frangos. Até o terceiro trimestre de 2025, o Estado liderou frequentemente o ranking nacional de abates e exportações, sendo responsável por 34% da produção nacional. Na suinocultura, é o segundo maior. Além disso, os plantéis bovinos e a criação de peixes também são destaques nacionais.
SHOW RURAL– Com o propósito de difundir conhecimentos, tecnologias e oportunidades para toda a cadeia do agronegócio, a 38ª edição do Show Rural iniciou na segunda (09) e acontece até esta sexta (13). O foco é em inovação tecnológica e sustentabilidade e engloba desde o pequeno até o grande produtor, com o intuito de contribuir na produção de alimentos sustentáveis e com responsabilidade socioambiental.
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