
A rede estadual de ensino já conhece as 11 equipes vencedoras do 2º Concurso de Receitas das Cozinheiras Escolares. O tema da edição foi “Alimentação e Sustentabilidade”. A premiação acontece neste mês de janeiro, em eventos na capital e no interior. Os pratos vencedores irão compor a segunda edição de um e-book que é distribuído para inspirar receitas da alimentação escolar paulista.
A mais recente edição reconheceu 11 receitas, em razão de um empate entre duas propostas das regiões de Pirassununga e Sul 1, da capital. O primeiro lugar ficou com a Escola Estadual Professora Miryan Leopoldina Caramuru de Castro Monteiro, de Araraquara, com a receita “Raízes do Brasil”. A equipe vencedora é formada pelas cozinheiras Lucineia Maria da Cruz Benacci e Sabrina Valério de Oliveira Santana, que desenvolveram o prato a partir de ingredientes disponíveis na merenda escolar, com foco em alimentação saudável, identidade brasileira e aproveitamento integral dos alimentos.
Segundo Lucineia, a ideia surgiu dentro da própria escola. “Nós conhecemos o concurso através da escola. A ideia surgiu do vice-diretor Rafael Paiva Alves, baseada nos produtos recebidos naquela época para a produção do cardápio. O tema foi [a culinária] indígena para trazer pratos brasileiros”, explica. Ela destaca que a elaboração das receitas foi pensada para reduzir desperdícios e aumentar a aceitação dos estudantes. “A importância é pensar em comidas diferentes, saudáveis, com menos desperdício, diversificando a forma de preparo para que os alunos se beneficiem dos nutrientes e das fibras dos alimentos”.

Sabrina reforça que o aproveitamento integral foi central no processo. “Utilizamos cascas no cozimento do feijão para fazer um caldo batido e também nas carnes. Sempre fomos orientadas pela nutricionista a evitar desperdício, utilizando os insumos de maneira integral.”
As pesquisas para desenvolvimento da receita foram realizadas por meio do material “Receitas Culinárias Indígenas Guarani-Kaiowá e Terena na Escola 2023”, disponibilizado pela professora de sociologia da escola, Tainá Oitis, que também é pesquisadora de cultura indígena.
Entre as vencedoras também está a Escola Estadual Licinio Carpinelli Professor, de Guarulhos, com a receita “Estrogonofe Colorido Sem Desperdício”, preparada pelas cozinheiras Francisca Maussi Silva Araújo e Valdilene Ferreira de Melo. O prato conquistou destaque ao unir alimentação sustentável e hábitos já presentes no cotidiano das crianças.
“Como o tema era alimentação sustentável, analisamos qual receita poderia aproveitar o maior número de alimentos possíveis e que fizesse parte do dia a dia dos alunos”, conta Francisca. A escolha foi um estrogonofe de frango com chuchu, abóbora, cenoura, batata, beterraba, pimentão, cebola, cebolinha, salsinha e alho, todos utilizados com casca. “Assim conseguimos evitar o desperdício e aproveitar melhor as vitaminas dos alimentos”, completa Valdilene.

As cozinheiras também destacam o impacto do trabalho para além da escola. “A ideia é incentivar os alunos a terem uma alimentação mais saudável e equilibrada, levando esses hábitos para serem compartilhados em família”, afirmam.
As premiações estão marcadas para este mês de janeiro e acontecerão em dois eventos: no dia 27, na capital, e no dia 29, em Araçatuba, no interior do estado.
Em fevereiro, todas as equipes premiadas participarão de uma aula especial com a chef Elisa Fernandes, como parte do reconhecimento pelo trabalho desenvolvido nas escolas da rede estadual.
Formação de cozinheiras
Em dezembro de 2025, cozinheiras e nutricionistas da rede estadual participaram de uma oficina culinária com o foco em comida sustentável. Com o objetivo de capacitar as profissionais para evitar o desperdício de alimentos e desenvolver receitas que aproveitem ao máximo os benefícios dos alimentos, a oficina foi um momento de troca, criação e novas descobertas na cozinha da escola.
Realizada no Laboratório de Cozinha do Senac Santo Amaro, a formação ensinou receitas focadas no reaproveitamento de ingredientes e mostrando outras possibilidades alimentares para as profissionais responsáveis por alimentar os estudantes da rede estadual todos os dias.
Leonor da Silveira é cozinheira da rede e conta que a experiência da oficina foi muito importante para o trabalho dela: “O que eu mais gostei foi o respeito à sustentabilidade, de conseguirmos usar as coisas que a gente jogava fora e não usava antes. E eu gostei muito do temperinho de casca de cebola, a gente coloca a cebola no forno, desidrata a casca e aí faz o tempero”, conta a cozinheira.

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