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Geral MÊS DA CIÊNCIA

PCT Guamá é referência em transformar conhecimento científico em produtos, serviços e tecnologias

A ciência no Complexo do Governo do Pará tem aplicação prática e contribui para atender às necessidades de empresas e indústrias da região

13/10/2026 às 15h45
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará

No Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, ganha destaque pelo compromisso com o conhecimento científico e pelo reconhecimento como um dos principais ambientes de inovação na Amazônia.

A conexão entre pesquisa, demandas sociais e setor produtivo é um dos pilares da atuação do PCT Guamá, que reúne mais de 400 pesquisadores em áreas como Inteligência Artificial, Energia, Bioeconomia, Sustentabilidade, Tecnologia da Informação e Comunicação, e Economia Criativa. A ciência desenvolvida no Complexo tem aplicação prática e contribui para atender às necessidades de empresas e indústrias da região.

João Weyl, diretor-presidente da Fundação Guamá, instituição que administra o PCT, destaca a importância da ciência no desenvolvimento de tecnologias. Segundo o diretor, a integração de diferentes atores e setores no Complexo favorece a transformação da ciência em protótipos e negócios. “Não somos apenas um espaço físico; somos um ecossistema vivo, que integra. Aqui estão laboratórios multiusuários de alta performance, empresas instaladas, associadas, pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará), da Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia), da Uepa (Universidade do Estado do Pará), do IFPA (Instituto Federal do Pará), Museu Goeldi, e parceiros do setor produtivo”, reforça o gestor.

Ciência para o meio ambiente

No PCT Guamá, a ciência aplicada apresenta resultados concretos. Um dos exemplos é o desenvolvimento de um sensor de baixo custo para o monitoramento da qualidade do ar, realizado por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (Lasse), residente no parque tecnológico.

O equipamento demonstra como a pesquisa pode gerar ferramentas para o monitoramento ambiental. “A ciência desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da região, contribuindo para a compreensão de suas particularidades e a busca de soluções para os desafios locais. Entre suas principais contribuições, temos a formação de recursos humanos qualificados e o desenvolvimento de novas tecnologias”, ressalta Leonardo Ramalho, pesquisador do Lasse.

A infraestrutura científica do PCT Guamá abriga ainda ações voltadas à eficiência energética e à mobilidade elétrica. Entre os projetos desenvolvidos estão um ônibus circular e uma embarcação elétrica, iniciativas do Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), instalado no Parque.

Emília Tostes, pesquisadora e coordenadora do Ceamazon, destaca a importância da ciência para desenvolver inovações que considerem as particularidades da região. “A ciência é um processo sistemático, organizado, que busca entender a natureza, a sociedade, através de testes, evidências e observações do que acontece. A ciência é a base para tudo que fazemos. Quando a gente começa a trabalhar em mobilidade elétrica, para ter veículos que poluem menos, a gente começa a observar e coletar dados para verificar se realmente isso vai trazer melhorias para nosso contexto amazônico”, declara.

Ciência e biodiversidade

O Laboratório de Óleos da Amazônia (LOA), instalado no PCT, tem pesquisas sobre o potencial de óleos extraídos de espécies nativas, e já trabalhou no desenvolvimento de um biocurativo produzido a partir de óleos de andiroba, castanha e outros frutos amazônicos.

Luiz Adriano, pesquisador do LOA, afirma que a pesquisa científica permite compreender a biodiversidade amazônica e identificar formas de aproveitar os recursos naturais de maneira inteligente, agregando valor aos resíduos e possibilitando a criação de novas tecnologias.

O pesquisador também enfatiza que fazer ciência na Amazônia envolve desafios, considerando a importância da região para o equilíbrio dos ecossistemas, e a contribuição do conhecimento tradicional de populações locais para novas descobertas. “A ciência ajuda a entender, propor e criar caminhos para a utilização desses recursos da floresta de uma maneira inteligente, sustentável, que agregue valor aos resíduos, que leve à geração de novos produtos”, enfatiza Luiz Adriano.

As iniciativas do Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (Cvacba) também são exemplos do papel da ciência na melhoria da qualidade de frutos como cacau, açaí, fortalecendo a inovação nas cadeias produtivas. “O PCT consegue unir pesquisadores com empresários, startups, produtores, e isso necessita ser fortalecido. Ciência e pesquisa precisam de investimentos no pesquisador, em equipamentos e infraestrutura”, afirma Jesus Silva, pesquisador do Cvacba.

O Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs) utiliza dióxido de carbono para extrair óleos vegetais com alto grau de pureza. A tecnologia pode ser aplicada ao desenvolvimento de produtos para setores como os de alimentos, cosméticos e indústria farmacêutica, criando possibilidades para que matérias-primas amazônicas sejam beneficiadas e transformadas. “O papel da ciência é desenvolver de forma contínua pesquisas com novas espécies amazônicas e oferecer à sociedade inovações tecnológicas para o bem da humanidade”, informa Raul Carvalho Jr., pesquisador e coordenador do Laboratório.

Outro exemplo é o trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Genética e Biologia Celular (GenBioCel), que atua nas áreas de Genética, Biotecnologia, Conservação da Biodiversidade e Testes de Bioprodutos e Biomateriais. “O Laboratório contribui para a formação de estudantes, pesquisadores e profissionais qualificados, fortalecendo a ciência e ampliando o conhecimento sobre temas relevantes. A ciência produzida na Amazônia tem o desafio e a responsabilidade de dialogar com diferentes áreas dos saberes, dos povos tradicionais e comunidades locais”, ressalta a pesquisadora Renata Noronha.

Ambiente estratégico

No Mês da Ciência, as ações do PCT Guamá mostram como os investimentos em pesquisa podem gerar resultados concretos. Quando poder público, universidades, pesquisadores e empresas trabalham de maneira estratégica e integrada, o conhecimento científico pode chegar ao mercado e beneficiar a sociedade.

Celebrado em outubro, o Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações foi instituído pelo Governo Federal para ampliar a mobilização nacional em torno da ciência e destacar sua importância para o desenvolvimento do País.

Para conhecer os serviços e as pesquisas desenvolvidas no PCT Guamá, acesse o site PCT Guamá .

Texto: Ascom / Fundação Guamá

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