
A Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) garantiu a participação de 111 jovens e adolescentes do Sistema Socioeducativo de Alagoas no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja PPL 2026), nos dias 06 e 07 de outubro. A iniciativa amplia as oportunidades de escolarização e contribui para a construção de novas perspectivas de futuro.
O exame possibilita a certificação de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio aos participantes que alcançam a pontuação mínima exigida. O resultado pode representar um passo importante para a continuidade da formação escolar e, posteriormente, para o ingresso no ensino superior.
Para o secretário de Estado de Prevenção à Violência, Ricardo Dória, o acesso à educação é fundamental para o processo de reinserção social dos adolescentes.
“Garantir o acesso à educação e incentivar o aprendizado é oferecer novas possibilidades de futuro para esses jovens. O Encceja reconhece os conhecimentos adquiridos e abre as portas para que eles prossigam com os estudos, contribuindo para a construção de novos projetos de vida e para a prevenção da reincidência infracional”, afirma.
A preparação para o Encceja começa desde o ingresso dos adolescentes no sistema socioeducativo. Nas unidades de internação, eles recebem acompanhamento pedagógico que identifica as necessidades de cada estudante, regulariza a situação escolar e assegura a continuidade dos estudos.
Para Ricardo Dória, o acompanhamento contínuo é essencial para estimular o interesse pelo conhecimento e fortalecer a confiança dos adolescentes em suas próprias capacidades.
“Nosso objetivo é fazer com que os socioeducandos reconheçam na educação uma oportunidade real de mudança. Conquistar a certificação do ensino médio ou fundamental representa um passo decisivo para que eles construam um futuro com mais oportunidades”, ressalta o secretário.
Encceja PPL
O Encceja PPL é a modalidade do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos destinada a pessoas privadas de liberdade e a jovens submetidos a medidas socioeducativas que incluam privação de liberdade.
A avaliação segue critérios equivalentes aos da modalidade regular e permite a certificação dos participantes que atingem a pontuação mínima estabelecida. O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, além de uma prova de redação.
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