
Agência Assembleia/MA / Foto: Wesley Ramos
O programa Papo Cidadão, veiculado pela Rádio Assembleia (96,9 FM) e apresentado pela jornalista Milena Dutra, colocou em pauta, nesta sexta-feira (16), um dos debates mais urgentes do cenário trabalhista brasileiro atual: os reflexos e as transformações geradas pelo fim da escala de trabalho 6×1 para a classe trabalhadora.
Para aprofundar a discussão sobre o tema, Milena Dutra conversou com o advogado Luiz Cláudio Cantanhede Frazão, presidente da Comissão da Advocacia Trabalhista da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA).
Durante a conversa, o especialista detalhou os impactos jurídicos, sociais e econômicos de uma eventual flexibilização ou transição desse modelo de jornada na rotina do trabalhador.
Qualidade de vida e saúde
Um dos principais eixos abordados por Luiz Cláudio Frazão foi a relação direta entre as longas jornadas de trabalho consecutivas e o desgaste físico e mental da classe trabalhadora.
O modelo tradicional de seis dias de labor para apenas um de descanso, conhecida como escala 6×1, tem sido alvo de crescentes contestações sociais e jurídicas devido ao impacto na saúde mental, no convívio familiar e nas taxas de esgotamento profissional do trabalhador.
O presidente da Comissão de Advocacia Trabalhista da OAB-MA destacou que o debate sobre a redução da jornada sem a redutibilidade salarial reflete uma busca legítima por maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Segundo o especialista, discussões dessa natureza exigem planejamento e segurança jurídica para equilibrar as necessidades de produtividade das empresas com a dignidade da pessoa humana garantida pela Constituição.
Desafios práticos
Durante o programa, o especialista também pontuou os desafios práticos que a transição de modelos de jornada impõe ao mercado de trabalho.
Entre os pontos levantados por Luiz Cláudio destacam-se a adaptação das empresas, a necessidade de reorganização de equipes, turnos e dimensionamento de pessoal, especialmente em setores do comércio e serviços que operam ininterruptamente, e a segurança jurídica.
“E, por fim, a importância de que eventuais mudanças legais ocorram de forma gradual e pactuada por meio de negociações coletivas robustas, salvaguardando os direitos adquiridos. A questão do impacto econômico implica em considerar em como o ajuste de jornada reflete na produtividade e nos custos operacionais, o que vai exigir diálogo aberto entre empregadores, empregados e sindicatos”, ressaltou.
São Paulo Inscrições para prêmios da Desenvolve SP para TCCs e monografias sobre economia estão abertas
São Paulo Desenvolve SP leva orientação e soluções de crédito a empreendedores na Feira do Empreendedor 2026
Rondônia Escolas estaduais têm até 23 de outubro para retificar dados do Censo Escolar 2026 Mín. 20° Máx. 24°