
O golpe do falso atendente bancário ocorre quando criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras para obter dados pessoais, senhas e acesso a contas. A abordagem é feita principalmente por telefone, mas também é comum ocorrer por mensagens ou presencialmente, com falsas alegações de clonagem de cartão, compras suspeitas ou problemas na conta. Para evitar prejuízos, a orientação é não fornecer informações bancárias nem realizar operações a pedido de desconhecidos.
Na terça-feira, a Polícia Civil realizou uma operação contra uma organização criminosa investigada acusada de causar prejuízo de R$ 1,27 milhão com o golpe. A investigação localizou em Presidente Venceslau, no interior paulista, 2,7 mil linhas telefônicas virtuais relacionadas à quadrilha e 114 boletins de ocorrência registrados no estado com possível participação dos suspeitos.
As apurações foram iniciadas após um idoso de 80 anos, morador de Presidente Venceslau, perder R$ 180 mil no golpe. Os criminosos se passaram por funcionários de uma instituição bancária e convenceram a vítima de que havia um problema com a conta. Com isso, conseguiram induzi-la a realizar uma transferência bancária sem autorização.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) , uma das estratégias utilizadas pelos golpistas é simular uma central de atendimento para convencer a vítima de que precisa seguir procedimentos de segurança.
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Na falsa central de atendimento, o criminoso entra em contato com a vítima e informa que identificou uma compra desconhecida, uma tentativa de fraude ou uma irregularidade na conta. Para dar credibilidade à abordagem, pode-se utilizar dados pessoais e orientar o cliente a realizar supostos procedimentos de segurança.
Entre as solicitações estão acessar o aplicativo bancário, clicar em links enviados por mensagem, instalar programas ou realizar transferências para uma conta indicada pelo interlocutor. Sob o pretexto de cancelar uma compra ou proteger o dinheiro, a vítima acaba autorizando operações ou fornecendo informações que permitem aos criminosos movimentar os recursos financeiros.
Vale ressaltar que as instituições financeiras não pedem que clientes realizem transações bancárias para cancelar compras suspeitas. Ao receber uma ligação ou mensagem desse tipo, a recomendação é interromper o contato e confirmar a informação diretamente com o banco, por meio dos canais oficiais.
Outra modalidade relacionada é o golpe do falso motoboy. Nesse caso, o criminoso informa que o cartão foi clonado pelo telefone e que um representante da instituição financeira irá até a residência para recolhê-lo.
A vítima pode ser orientada a informar a senha ou a cortar o cartão antes de entregá-lo. Mesmo que o plástico seja cortado, o chip pode continuar intacto e ser utilizado pelos golpistas em operações fraudulentas.
A orientação é nunca entregar o cartão bancário a terceiros, mesmo que a pessoa se identifique como funcionário de banco ou apresente um crachá da instituição. Se houver suspeita de clonagem, o titular do cartão deve solicitar o bloqueio pelos canais oficiais da instituição financeira e inutilizar o cartão conforme as orientações recebidas.
Alguns sinais ajudam a reconhecer uma abordagem suspeita:
Quem suspeitar que teve os dados monetários comprometidos ou já tiver realizado uma operação a pedido de criminosos deve agir rapidamente:
O boletim de ocorrência pode ser registrado pela Delegacia Digital da Polícia Civil de São Paulo , conforme as opções disponíveis no sistema, ou presencialmente em uma delegacia.

A comunicação imediata ao banco e o registro da ocorrência são medidas complementares. Mesmo após o contato com a instituição financeira, é importante formalizar a denúncia e guardar os protocolos de atendimento.
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A principal medida para evitar golpes é não executar procedimentos financeiros sob orientação de alguém que entrou em contato inesperadamente. Diante de um alerta sobre compras suspeitas ou problemas na conta, o cliente deve verificar a situação diretamente com a instituição financeira, se possível de maneira presencial.
Mais informações sobre fraudes bancárias estão disponíveis nos materiais de orientação da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, como a cartilha “Golpe To Fora” ( https://www.ssp.sp.gov.br/midia/Midia/00000349.pdf ), material educativo de prevenção contra crimes de estelionato financeiro e fraudes financeiras.
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