
O Centro de Excelência Atheneu Sergipense, em Aracaju, abriu neste sábado, 16, a oitava edição do Atheneu ONU, considerada a maior simulação intercolegial da América Latina. O projeto reúne mais de 165 estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas para vivenciar debates inspirados nas atividades da Organização das Nações Unidas (ONU), fortalecendo o protagonismo juvenil, a formação cidadã e o desenvolvimento acadêmico dos participantes. A cerimônia de encerramento ocorrerá na próxima segunda-feira, 18.
Com nove comitês e três sessões de debates ao longo de cerca de dez horas de simulações, a edição de 2026 tem como tema central “Débito Civilizatório e a Reconfiguração do Poder Global: Reparações Históricas e a Nova Ordem Geopolítica do Século XXI”. A proposta busca ampliar as discussões sobre representatividade e equilíbrio de poder entre os 193 países membros da ONU, para além das cinco nações permanentes do Conselho de Segurança: Estados Unidos, França, China, Rússia e Reino Unido.
Durante as simulações, os estudantes assumem o papel de delegados de países e instituições internacionais, defendendo propostas e negociando soluções para problemas globais relacionados a conflitos, direitos humanos, economia, meio ambiente e relações diplomáticas.
A programação teve início às 6h30, com a formação das comissões, mesas e delegações. O credenciamento ocorreu entre 7h30 e 8h, seguido pela abertura das sessões de debate. Ao longo do dia, os participantes estiveram distribuídos em nove comitês temáticos: Comissão dos Direitos Humanos (CDH), Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Conferência das Partes (COP), Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Conselho Econômico e Social (Ecosoc), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), além de uma agência de comunicação.
A oitava edição do Atheneu ONU conta com uma comissão organizadora formada por estudantes do Ensino Médio, responsáveis pela coordenação acadêmica, administrativa e operacional da simulação. Integram a equipe: Pietro Eduardo Lima Silva, diretor-geral; Eduarda Prado, secretária-geral; Lara Alves Barbosa, secretária acadêmica; Jonas Nascimento, secretário administrativo; e Mariah Júlia Mendonça, diretora de comitê. Os estudantes atuam diretamente na condução das atividades, organização dos debates e mediação das sessões ao longo do evento, fortalecendo o protagonismo juvenil e a vivência prática da liderança estudantil.
Secretária-geral do Atheneu ONU, a estudante do 3º ano do Ensino Médio, Eduarda Prado, explica que o tema escolhido para esta edição dialoga diretamente com as transformações políticas e sociais do cenário internacional contemporâneo. “A ONU foi moldada na governança global de 1945, após a Segunda Guerra Mundial. Porém, encaixar aquele contexto no ano de 2026 já não faz mais sentido em muitos aspectos. O tema deste ano foi pensado justamente para discutir essas falhas estruturais e refletir sobre mudanças necessárias na organização”, destaca.
Projeto de referência
Criado em 2019 pelo professor de Sociologia Yuri Norberto e, atualmente, coordenado pela professora de Língua Inglesa Iranci Tommasi, o Atheneu ONU consolidou-se como um dos projetos de maior destaque da educação pública sergipana, ampliando horizontes acadêmicos e profissionais dos estudantes.
A diretora do Centro de Excelência Atheneu Sergipense, Liliane Pina, destaca que o projeto se tornou uma referência na formação dos estudantes e no fortalecimento da educação pública sergipana. “É muito importante que nossos jovens sejam protagonistas e entendam a grandiosidade dessa experiência. O Atheneu ONU transforma vidas. Os alunos passam o início do ano letivo se preparando para a simulação e muitos seguem participando de eventos nacionais e internacionais. Já temos quatro estudantes aprovados para a simulação de Oxford, que acontecerá este ano, mostrando que Sergipe faz a diferença na educação pública”, afirma.
Liliane ressalta ainda que o projeto conta com apoio do Programa de Transferência de Recursos Financeiros Diretamente às Escolas Públicas Estaduais (Profin) — tanto do Profin Projetos para a realização do Atheneu ONU quanto do Profin Competições para a participação na simulação de Oxford — recurso que contribui diretamente para a realização das atividades e para o incentivo aos estudantes.
Para Iranci Tommasi, a iniciativa permite que os alunos desenvolvam habilidades fundamentais para a vida pessoal, acadêmica e para o mercado de trabalho. “É um projeto transformador. Muitos estudantes chegam tímidos e descobrem, nos debates, capacidades que não imaginavam ter. Além disso, vários alunos encontram no Atheneu ONU inspiração para escolher cursos como Direito, Relações Internacionais e Letras. Outros passam a sonhar com universidades internacionais”, afirma a professora.
Diretor-geral da oitava edição do Atheneu ONU, o estudante Pietro Eduardo Lima Silva destaca que o projeto contribuiu diretamente para o desenvolvimento de suas habilidades pessoais e acadêmicas. “O Atheneu ONU me ajudou a desenvolver minhas soft skills, principalmente a comunicação e o trabalho em equipe. Antes eu tinha muita vergonha de falar em público. Além disso, adquiri um repertório cultural enorme, que me ajudou inclusive no Enem. Questões que apareceram na prova já tinham sido estudadas durante as simulações”, relata.
A estudante Mariah Júlia Mendonça, diretora de comitê e integrante do comitê COP, realizado em língua inglesa, ressalta a importância de estimular o debate em inglês dentro da escola pública. “Debater em inglês amplia ainda mais nossa capacidade de discutir os problemas do mundo. É muito importante incentivar os estudantes da escola pública a aprenderem e argumentarem em inglês. Ver os alunos debatendo temas globais em outro idioma é algo extremamente significativo”, afirma.
Mariah também destaca que a experiência no Atheneu ONU contribui para suas escolhas acadêmicas e profissionais. “No ano passado participei como debatedora e, agora, tenho a oportunidade de atuar na organização do comitê. Quero cursar Letras Inglês e essa vivência já tem contribuído muito para o meu futuro profissional”, completa.












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