

Respirar, desacelerar e reservar um tempo para cuidar do corpo e da mente. Essa foi a proposta da ação “Desacelere: Atenção Plena e Sono”, realizada na manhã desta terça-feira (15), pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM).
A atividade aconteceu no Orquidário Zilda Gusmão e reuniu mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Albertina Vasconcelos (Crav) e também participantes da comunidade. As práticas buscaram estimular o relaxamento, a consciência corporal, o movimento, a expressão e a convivência entre as mulheres.
Durante a programação, as participantes aprenderam técnicas de respiração e atenção plena e participaram de atividades de meditação, alongamento e dança. Também foi feita uma roda de conversa sobre a importância do sono para a saúde mental e a relação entre descanso, bem-estar e qualidade de vida.
A coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Monique Cajaíba, destacou a importância de promover atividades em diferentes espaços, ampliando as oportunidades de convivência e fortalecimento entre as mulheres. “Essa é uma ação que acontece mensalmente, desenvolvida pela Secretaria de Políticas para Mulheres. Buscamos inserir as mulheres nos espaços públicos, para terem esse sentimento de pertencimento, de lazer. E proporcionamos para elas um momento de troca, de bem-estar, de autoestima. Paralelamente ao enfrentamento da violência, a busca pelo bem-estar precisa ser o carro-chefe”, disse.

Monique Cajaíba
Técnica psicóloga responsável pela ação, Kelly Fagundes explica os benefícios das atividades em grupo e em contato com a natureza. “Como estamos no Setembro Amarelo, a gente está falando sobre a prevenção do autoextermínio. A gente tentou idealizar um grupo que não focasse diretamente na temática do mês, mas que de certa forma trouxesse um apoio para essas meninas, no sentido de estar preparando elas para momentos de estresse e ansiedade no dia a dia”, afirmou.

Kelly
Acompanhada pelo Crav há cerca de um ano, D.B. conta que procura participar das atividades oferecidas pelo Centro como uma oportunidade de cuidar da saúde e ampliar o convívio com outras mulheres. “Eu já participo há um ano no Centro e sempre recebo as ações que serão feitas. Eu gosto muito de participar para a mente, para o bem-estar, para a autoestima. Todas as vezes que tem, eu sempre faço de tudo para estar presente, ter interação também com outras assistencializadas. É um momento muito bom, muito gratificante. As meninas do Crav são muito especiais, muito amorosas e cuidadosas com nós mulheres”, contou.

D.B.


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