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Corinthians ganhou tempo?

O empate que mudou o ambiente.

10/09/2026 às 09h28 Atualizada em 10/09/2026 às 10h42
Por: Redação Fonte: Folha Brasileira
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Corinthians ganhou tempo, mas não saiu da crise: empate com Estudiantes coloca futuro de Diniz em jogo

 

Empate por 1 a 1 na Argentina mantém o Corinthians vivo na Libertadores, mas expõe uma contradição: enquanto o time sobrevive no torneio continental, a crise continua crescendo fora dele

Por Redação em 10 de setembro de 2026

O Corinthians voltou da Argentina com um resultado que pode valer muito mais do que parece.

O empate por 1 a 1 com o Estudiantes, em La Plata, manteve o clube vivo nas quartas de final da Libertadores e transferiu para a Neo Química Arena, no dia 16 de setembro, a decisão por uma vaga na semifinal.

Mas existe uma pergunta maior por trás do resultado:

O Corinthians está reagindo — ou apenas adiando uma crise que continua esperando na próxima esquina?

Essa é a verdadeira história.


O empate que mudou o ambiente — mas não resolveu o problema

O Corinthians entrou em campo pressionado.

A equipe vinha de uma sequência de quatro derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, enquanto Fernando Diniz enfrentava questionamentos cada vez maiores sobre seu trabalho.

Na Argentina, o cenário começou ainda pior.

O Estudiantes abriu o placar logo no início da partida.

O Corinthians, porém, reagiu.

No segundo tempo, Kaio César marcou o gol do empate após assistência de Rodrigo Garro, deixando a decisão completamente aberta.

E esse detalhe muda tudo.

Porque uma derrota poderia ter transformado a crise em incêndio.

O empate, ao contrário, comprou algo extremamente valioso no futebol:

tempo.


E o tempo pode ser justamente o que Diniz precisava

Fernando Diniz continua sob pressão.

Mas a Libertadores criou uma espécie de ilha dentro da temporada do Corinthians.

No Campeonato Brasileiro, os resultados são preocupantes.

Na Libertadores, porém, o cenário é diferente.

Segundo levantamento publicado nesta quinta-feira, o Corinthians chega ao mata-mata continental com quatro vitórias, quatro empates e apenas uma derrota na competição.

É uma contradição difícil de ignorar.

No Brasileiro: crise.

Na Libertadores: sobrevivência.

E agora o Corinthians terá a oportunidade de decidir tudo diante de sua própria torcida.


Só que existe um problema: a crise não está apenas dentro do campo

Enquanto o time disputava uma das partidas mais importantes da temporada, outra notícia aumentava a temperatura nos bastidores.

O Corinthians voltou a atrasar os salários do elenco profissional.

Os pagamentos referentes a agosto deveriam ter sido realizados até 8 de setembro, mas não foram pagos dentro do prazo. Segundo apuração do UOL, o clube também possui pendências envolvendo direitos de imagem e premiações, levando a dívida com o elenco para aproximadamente R$ 40 milhões.

Esse foi o quarto episódio de atraso salarial registrado desde abril, segundo a mesma apuração.

Ou seja:

o problema não desapareceu porque o Corinthians empatou na Argentina.

Ele continua existindo.


E então aparece Memphis

Como se a situação esportiva e financeira não fosse suficiente, existe ainda uma terceira camada.

Memphis Depay.

O atacante holandês já havia feito cobranças públicas relacionadas à situação do clube, enquanto discussões sobre sua renovação e seu tratamento dentro do elenco passaram a alimentar debates sobre o ambiente interno.

Walter Casagrande chegou a afirmar que existe uma “rachadura” no elenco relacionada ao tratamento dado ao jogador — uma avaliação de opinião que deve ser entendida como tal, e não como fato comprovado.

É exatamente aí que a história fica maior.

Porque o Corinthians não enfrenta apenas uma questão de resultado.

Existe uma combinação de:

pressão sobre o treinador

  •  

resultados ruins no Brasileiro

  •  

problemas financeiros

  •  

atrasos salariais

  •  

discussões internas envolvendo Memphis

  •  

uma Libertadores que pode salvar a temporada.


Diniz está sendo salvo pela Libertadores?

Essa talvez seja a pergunta mais importante neste momento.

A própria direção do Corinthians, segundo relatos publicados nesta semana, enxerga uma diferença entre o desempenho da equipe no Brasileiro e na Libertadores. A pressão sobre Diniz existe, mas o desempenho continental ajuda a sustentar seu trabalho.

Isso cria uma equação simples:

Classificação = oxigênio

Eliminação = pressão máxima

O Corinthians ainda terá o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro antes da decisão contra o Estudiantes, acrescentando mais um capítulo à sequência decisiva.

Portanto, o empate na Argentina não encerrou a crise.

Ele apenas mudou o prazo da próxima cobrança.


Agora a Neo Química Arena vira o palco da decisão

A partida de volta está marcada para 16 de setembro, às 21h30, na Neo Química Arena.

E existe uma consequência matemática simples:

novo empate leva a decisão para os pênaltis.

O vencedor avança à semifinal.

E a classificação pode representar muito mais do que uma vaga.

Pode significar:

  • sobrevida para Fernando Diniz;
  • continuidade do sonho do título;
  • possibilidade de classificação para a Libertadores de 2027;
  • recuperação da confiança da torcida;
  • redução temporária da pressão interna.

Uma eliminação, por outro lado, teria o efeito contrário.


O Corinthians ganhou uma semana. O que fará com ela?

Essa é a pergunta que fica depois do 1 a 1.

O resultado em La Plata foi importante.

A reação também.

Mas o Corinthians ainda precisa provar que consegue transformar sobrevivência em recuperação.

Porque empatar com o Estudiantes fora de casa pode ser um ponto de virada.

Ou pode ser apenas o resultado que adiou, por alguns dias, uma crise que continua esperando o próximo tropeço.

O próximo capítulo será em Itaquera.

E talvez Fernando Diniz não esteja disputando apenas uma vaga na semifinal.

Pode estar disputando o próprio futuro no Corinthians.


? PARA QUEM VIU SÓ O RESULTADO

Corinthians 1 × 1 Estudiantes.

Mas a história não é apenas o empate.

É:

4 derrotas no Brasileiro

Diniz pressionado

salários atrasados

crise interna

Memphis no centro das discussões

Libertadores como última grande esperança

empate na Argentina

uma semana para decidir o futuro.

E agora?

O Corinthians realmente voltou a reagir — ou apenas ganhou tempo?

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