
A maternidade do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, foi invadida por ‘polvos de crochê’. A missão das delicadas peças, que foram confeccionadas por voluntárias do PIC (Programa de Integração e Cidadania) Melvi, estava bem definida: levar carinho e conforto para os recém-nascidos. A entrega dos objetos, que aqueceu os corações das mamães e seus bebês, fez parte de mais uma etapa do projeto Samuel, desenvolvido há 10 anos na Cidade.
“Doar o seu tempo e beneficiar o próximo. Uma pequena atitude que faz uma imensa diferença. É muito gratificante ver de perto a alegria das mamães quando recebem o polvo e também quando eles são colocados próximos dos bebês. Agradeço demais o empenho de cada voluntária que colaborou para o sucesso do projeto ao longo desses dez anos. E não vamos parar por aí. Tenho certeza disso”, afirmou a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Praia Grande, Maria Del Carmem Padin Mourão, a Maruca.
Em 2026, a entrega dos polvos de crochê em Praia Grande completa 10 anos. O projeto desenvolvido pelo PIC Melvi leva o nome de Samuel, em homenagem ao filho de uma antiga voluntária da unidade social e que fez uso da delicada peça produzida artesanalmente.
“Uma vez por semana, as voluntárias se reúnem na sede do PIC Melvi e realizam a produção dos polvos. É um momento especial que elas estão trabalhando para o bem de outras pessoas. Isso é algo que não tem preço. Estamos fazendo a diferença”, disse a diretora da unidade social, Edna França de Siqueira.
Durante a entrega de mais de 100 polvos no Irmã Dulce, na última semana, a professora voluntária de amigurumi (tradicional técnica japonesa de artesanato que usa crochê ou tricô para produção de bonecos e bichinhos) do PIC Melvi, Tallita Gabriely, destacou a satisfação em fazer parte do projeto. “É gratificante estar aqui no Hospital Irmã Dulce e acompanhar a entrega. É um orgulho fazer parte da iniciativa”, disse.
Origem - Com origem na Dinamarca, em 2013, a ação de confeccionar polvos de crochê tem como objetivo utilizar o brinquedo para transmitir calma e proteção ao recém-nascido, já que os tentáculos remetem ao cordão umbilical e causam a sensação de segurança parecida com a do útero materno.
Quando as crianças nascem prematuras precisam ficar conectadas a muitos aparelhos. Nessa situação elas podem puxar os fios desses equipamentos. Com a tranquilidade transmitida pelos polvos, a tendência é que os bebês se acalmem e não removam os sensores. Para saber mais sobre o projeto, basta entrar em contato com o PIC Melvi, por meio do telefone: 3496-5064.


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