
A Feira de Artistas Pretas e Pretos agora conta com a participação de artesãs do povo indígena potiguara. O evento, realizado todos os sábados, a partir das 15h, na Avenida General Osório – Centro Histórico de João Pessoa – ganhou o reforço do artesanato e da gastronomia dessas mulheres, que levam produtos como mel e cocada para o local. Aprovada pelo público, a iniciativa conta com o apoio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e integra o circuito cultural da região.
“Essa ação faz parte de um conjunto de atividades que a Prefeitura de João Pessoa está realizando no sentido de valorização do Centro Histórico. Nosso objetivo é tornar esse território uma área viva de visitação com atividades culturais, celebrações, festas, de forma que possamos sempre contribuir para a circulação de pessoas”, observa o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
O prefeito Leo Bezerra, conforme observa o diretor, tem feito um trabalho de restauração e revitalização com obras. “Só para lembrar, nós temos ali a construção de uma série de moradias no antigo prédio das Nações Unidas, na antiga Proserv, de maneira que teremos mais vida no Centro Histórico. E a Funjope sempre teve suas atividades voltadas para esse território que é extremamente importante na cidade. Então, a Feira de Artistas Pretas e Pretos se insere nessa política de valorização do nosso Centro Histórico”, ressalta.

A jornalista Fátima Sousa (Mana), curadora da Feira Preta PB, comemora a oportunidade e agradece à Prefeitura de João Pessoa pelo apoio. “A Funjope sempre esteve presente nas solicitações de apoio à nossa Feira Preta Dudú It Adajo Aworan PB. Essa proposta de torná-la permanente um dia na semana sempre foi um anseio nosso e uma cobrança dos próprios turistas. A parceria com a Feira de Pretas e Pretos é sinônimo de fortalecimento e crescimento”, afirmou.
Mesmo sendo as primeiras edições, as expectativas são grandes para as próximas, conforme Fátima Sousa. Ela conta que a Feira de Pretas e Pretos está sendo um sucesso e já teve novas adesões de afroempreendedores.
“As indígenas potiguaras passam a fazer parte com muita novidade em instrumentos musicais, bijuterias naturais, cocares, gastronomia, incluindo mel, cocada, entre outras iguarias”, elenca. Além disso, a curadora ressalta que diversos artesãos têm procurado o espaço em busca de informações sobre como participar.



História – A Feira Preta surgiu no contexto do movimento de mulheres negras a Paraíba com a proposta de apoiar afroempreendedores e artistas pretas e pretos, promovendo a exposição e a venda de produtos dentro de uma perspectiva de economia colaborativa.
A feira faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da cultura e da arte no Centro Histórico, território que concentra, aos sábados, uma programação diversificada, com atividades como o Sabadinho Bom, o Samba na Praça, a Batalha do Beco, na Praça Rio Branco, além de shows de rock.
A ação envolve a participação integrada da Funjope, Inovacentro, Secretaria de Comunicação (Secom), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), que atuam no fortalecimento da infraestrutura e na consolidação de ações permanentes no Centro Histórico.
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