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Secretaria de Estado da Saúde reforça importância do acesso à reabilitação e à inclusão social para pessoas com paralisia cerebral

Atualmente, o CER IV, equipamento da SES, atende 25 pacientes com paralisia cerebral, que fazem acompanhamento multidisciplinar

06/10/2026 às 09h49
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Secretaria de Estado da Saúde reforça importância do acesso à reabilitação e à inclusão social para pessoas com paralisia cerebral // Fotos : Valter Sobrinho
Secretaria de Estado da Saúde reforça importância do acesso à reabilitação e à inclusão social para pessoas com paralisia cerebral // Fotos : Valter Sobrinho

O Dia Mundial da Paralisia Cerebral é lembrado nesta terça-feira, 6, e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da conscientização acerca dos direitos das pessoas com essa condição, incluindo o acesso oportuno aos cuidados de saúde, à reabilitação e à inclusão social. Além disso, o diagnóstico e a intervenção precoce, além da participação da família também são fundamentais no acompanhamento.

A paralisia cerebral é uma condição do neurodesenvolvimento decorrente de alterações no cérebro em desenvolvimento, que podem comprometer o movimento e a postura, repercutindo de diferentes formas na funcionalidade e na participação da pessoa. Embora a lesão cerebral que origina a condição não seja progressiva, suas manifestações podem se modificar ao longo do desenvolvimento.

De acordo com a pediatra do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), Kércia Alcântara, a paralisia cerebral pode ter várias causas, como condições genéticas ou consequências de infecções virais e bacterianas, e decorre de alterações que acontecem no cérebro ainda em desenvolvimento. “As primeiras alterações relacionadas à paralisia cerebral podem aparecer ainda durante a gestação, nas ultrassonografias, ou logo após o parto. Algumas condições, porém, só vão aparecer durante o desenvolvimento desse bebê. Então, se é um bebê mais molinho, que não consegue sentar, adquirir força, não sustenta a cabeça, não olha ou não sorri, esse bebê pode, sim, ter uma paralisia cerebral e precisa ser investigado o quanto antes”, destacou a médica.

Acompanhamento no CER IV

Atualmente, o CER IV atende 25 pacientes com paralisia cerebral. Na unidade, eles têm acesso a especialistas como pediatra e fisiatra, e à reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional. Uma das abordagens realizadas no Centro é a estimulação precoce. Nela, os profissionais buscam aproveitar as possibilidades de desenvolvimento da criança, considerando a neuroplasticidade e favorecendo a aquisição e o aprimoramento de habilidades motoras, funcionais, comunicativas e de participação.

Segundo a fisioterapeuta neuropediatra do CER IV, Rebeca Araujo, um dos principais objetivos da reabilitação de crianças com paralisia cerebral é a promoção da independência. “Na reabilitação, trabalhamos para que a criança adquira habilidades motoras como rolar, sentar, engatinhar, andar, de acordo com a necessidade de cada uma. Buscamos promover uma maior funcionalidade e independência para essas crianças, envolvendo as famílias também para que esse tratamento aconteça dentro de casa e o funcionamento da vida delas aconteça da forma mais independente possível”, explicou. 

Elaine Gois é mãe de Maria Isabelly Gois, de 7 anos, que faz acompanhamento no CER IV. Isabelly tem paralisia cerebral e microcefalia, por isso precisa fazer reabilitação e atendimento multidisciplinar. “O CER IV é muito bom, os profissionais são ótimos. Fico muito feliz em ver minha filha evoluindo com o tratamento. Ela está falando e comendo mais. Antes ela não sentava direito e agora já quer levantar sozinha”, contou Elaine.

Como ter acesso ao serviço

Para ter acesso à reabilitação para paralisia cerebral no CER IV é necessário buscar a sua Unidade Básica de Saúde (UBS), popularmente conhecida como posto de saúde, de referência. Lá, o paciente será encaminhado ao Centro Especializado para início do acompanhamento. Nesta modalidade, o CER IV atende os pacientes que fazem parte das três macrorregiões sergipanas: Itabaiana, Estância e Nossa Senhora do Socorro, totalizando 36 municípios assistidos.

Atualmente, o CER IV, equipamento da SES, atende 25 pacientes com paralisia cerebral, que fazem acompanhamento multidisciplinar
Atualmente, o CER IV, equipamento da SES, atende 25 pacientes com paralisia cerebral, que fazem acompanhamento multidisciplinar
Atualmente, o CER IV, equipamento da SES, atende 25 pacientes com paralisia cerebral, que fazem acompanhamento multidisciplinar
Atualmente, o CER IV, equipamento da SES, atende 25 pacientes com paralisia cerebral, que fazem acompanhamento multidisciplinar
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