
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, em segunda votação nesta quinta-feira (5), o Projeto de Lei nº 97/2025, de autoria do deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), que prevê o reconhecimento de pessoas transplantadas como pessoas com deficiência, desde que atendam aos critérios estabelecidos na legislação federal.
A iniciativa do projeto partiu do professor Carlos Resende, conhecido como Carlão, diretor-presidente do Instituto Sangue Bom, que há anos desenvolve um trabalho de conscientização e mobilização em defesa da doação de sangue e do transplante de medula óssea. A partir dessa demanda, a proposta foi apresentada e transformada em projeto de lei pelo deputado Paulo Duarte.
O objetivo é ampliar a proteção social, garantir direitos e promover a inclusão de pacientes transplantados que, em razão de suas condições clínicas, apresentam impedimentos de longo prazo que dificultam sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.
Tratamento permanente e inclusão
Na justificativa do projeto, Paulo Duarte destaca que o transplante de órgãos não representa necessariamente a cura, mas um tratamento que exige acompanhamento médico permanente e, na maioria dos casos, o uso contínuo de medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão.
Mesmo após a cirurgia, os pacientes convivem com riscos e limitações que podem comprometer atividades cotidianas, a vida profissional e a participação social. Além dos desafios clínicos, muitos ainda enfrentam preconceito e dificuldades para terem suas condições reconhecidas.
“Por não serem identificadas as limitações de certas doenças e os agravos relacionados a elas, é inegável que existam situações em que a pessoa, apesar de ter limitações, não consegue o reconhecimento de sua condição. É necessário que essas pessoas tenham garantidos os direitos que assegurem uma melhor qualidade de vida e um mínimo existencial”, defende Paulo Duarte.
Para Carlos Resende, a aprovação representa um avanço importante na luta por reconhecimento e dignidade para quem passa por um transplante.
“Essa conquista representa o reconhecimento de uma realidade vivida diariamente por muitas pessoas transplantadas. O transplante não encerra a luta pela vida. Pelo contrário, inicia uma nova jornada, que exige cuidados permanentes e, muitas vezes, impõe limitações que precisam ser compreendidas pela sociedade. É uma vitória para os pacientes e para todos que trabalham pela conscientização e pela defesa da vida”, destaca Carlão.
Com a aprovação em segunda votação, o projeto segue para os próximos trâmites legais antes de entrar em vigor. A lei passará a valer a partir de sua publicação.
Legislativo - PR Audiência Pública debate medidas compensatórias do licenciamento portuário no Paraná
Sergipe Convite à Imprensa: Governo de Sergipe lança editais dos Arranjos Regionais do Audiovisual, com investimento inicial de R$ 1,7 milhão
SAÚDE PÚBLICA Governo do Estado promove planejamento da Rede Estadual de Telessaúde e Saúde Digital
Alagoas PM-AL apreende oito armas de fogo e 76 animais silvestres durante a Operação Biomas
SEGURANÇA Polícia Civil prende homem envolvido em roubo a residência e apreende veículo e munições em Marituba
Acre Centro de Línguas amplia acesso ao ensino remoto de idiomas e forma 71 estudantes no Acre
UEPG UEPG abre cadastro permanente para voluntários do Grupo de Auxílio aos Animais
SAÚDE Pacientes da UTI Pediátrica participam de passeio terapêutico no Hospital Regional de Santarém
OPERAÇÃO ATROPELO Polícia Civil prende homem em flagrante após atropelar adolescentes e fugir sem prestar socorro em Abaetetuba Mín. 20° Máx. 30°