
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde Digital (CESD), realiza, até esta quinta-feira (5), a Oficina de Planejamento da Rede Estadual de Telessaúde e Saúde Digital do Pará (RETESD-PA). A iniciativa reúne representantes de núcleos de telessaúde, instituições de ensino e pesquisa, serviços de saúde e parceiros institucionais para discutir desafios e construir estratégias de fortalecimento da saúde digital no estado.
A programação é dedicada à identificação de gargalos institucionais e assistenciais, à organização dos fluxos de acesso e à definição de estratégias para integrar as diferentes ofertas de telessaúde existentes no Pará.
Participam representantes de diferentes regiões do Estado, incluindo a Universidade do Estado do Pará (Uepa); a Universidade Federal do Pará (UFPA); a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems/PA); o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS), além dos Centros Regionais de Saúde da Sespa, núcleos de telessaúde e demais instituições parceiras.
Também participa o Hospital Israelita Albert Einstein, que colabora com a Sespa em ações de saúde digital, educação e telemedicina no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
Governança e serviços disponíveis
Durante os encontros, os participantes discutem questões relacionadas à governança da rede, à identificação dos serviços disponíveis em cada instituição, à capacidade de atendimento, à incorporação de novas ofertas de telessaúde e ao compartilhamento de dados. As atividades também buscam identificar sobreposições e lacunas na oferta de serviços, contribuindo para uma atuação mais articulada entre os diferentes núcleos e instituições.
Para a coordenadora estadual de Saúde Digital da Sespa, Dayara Carvalho, a oficina representa uma oportunidade de construir soluções de forma coletiva, considerando as necessidades dos serviços e as particularidades territoriais do Pará.
“Precisamos compreender os gargalos que ainda dificultam a integração dos serviços e, principalmente, organizar os fluxos para que a saúde digital funcione de maneira articulada dentro da rede de atenção. Nosso desafio é estruturar uma rede que conecte as instituições, qualifique os processos de trabalho e, acima de tudo, facilite o acesso da população aos serviços de saúde”, destaca.
Durante a abertura, a representante do Departamento de Saúde Digital (DESD), da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), Eliete Morais, ressaltou a importância de iniciativas de capacitação e planejamento dessa natureza, especialmente diante da extensão territorial do Pará e da diversidade de realidades encontradas nos municípios. A organização da rede de saúde digital exige estratégias que considerem as especificidades regionais e contribuam para reduzir barreiras geográficas no acesso à assistência.
No segundo dia, o debate concentra-se nas questões assistenciais, com atividades voltadas à identificação dos pontos de ruptura no percurso dos usuários pela rede de atenção. Os grupos de trabalho discutem o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na identificação e estratificação das necessidades, os critérios de regulação e priorização, as modalidades de atendimento à distância e os mecanismos de retorno e contrarreferência.
A proposta é construir um macrofluxo que estabeleça as responsabilidades de cada ponto da rede, desde a entrada do usuário até o acompanhamento e a conclusão do atendimento. Também estão em discussão a definição de linhas prioritárias de cuidado e a implementação de projetos-piloto de telediagnóstico.
Como resultado das discussões, a oficina deverá consolidar propostas de organização institucional e assistencial da RETESD-PA, com definição de prioridades e encaminhamentos para os próximos meses. O conteúdo produzido durante os encontros será apresentado à Comissão Intergestores Bipartite do Pará (CIB-PA), ampliando o diálogo com os gestores municipais e estaduais e contribuindo para a pactuação das estratégias de fortalecimento da saúde digital.
A oficina integra os esforços da Sespa para consolidar a saúde digital como estratégia de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Pará, ampliando a integração entre instituições e qualificando a oferta de serviços de telessaúde em um território marcado por grandes distâncias e diferentes necessidades assistenciais.
As atividades de planejamento da RETESD-PA estão organizadas em etapas virtuais, com outras oficinas nos dias 17 e 18 de novembro de 2026, com previsão de uma etapa presencial em Belém ao final do mês.
Texto: Caroliny Pinho/ Ascom Sespa
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