
A Vigilância Sanitária não atua apenas para fiscalizar estabelecimentos. Orientar profissionais, esclarecer dúvidas e ajudar os serviços a compreenderem as normas sanitárias também fazem parte desse trabalho. Essa aproximação esteve no centro do 1º Simpósio de Vigilância Sanitária de Vitória da Conquista, realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, nesta quinta-feira (24).
Com o tema“Produção do Cuidado no SUS: Educação Permanente, Vigilância e Integração das Práticas em Saúde”, o evento aconteceu no auditório daAFYA, no Boulevard Shopping, e reuniu profissionais de saúde, empreendedores, autoridades e estudante.

A iniciativa marcou um novo momento para a Vigilância Sanitária e Ambiental do município, ao promover um espaço de diálogo, capacitação e troca de experiências entre a equipe do setor e os serviços regulados. A proposta é fortalecer a compreensão sobre as normas sanitárias e aproximar os profissionais e empreendedores da Vigilância, contribuindo para a oferta de serviços cada vez mais seguros à população.
Para a secretária municipal de Saúde, Lorena Almeida, a realização do simpósio representa um investimento na educação permanente e na integração das práticas desenvolvidas no dia a dia dos serviços de saúde.
“É extremamente importante a gente alinhar todas essas questões para que consiga entregar um serviço de garantia para a população. Nesse sentido, foi pensado esse simpósio, que é o nosso primeiro, dentre muitos. Estamos aqui para apoiar e fortalecer cada vez mais o serviço da equipe de Vigilância Sanitária”, destacou.
O coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares, explicou que a proposta surgiu da necessidade de ampliar o diálogo com os chamados serviços regulados, além de investir na educação continuada dos profissionais.
“É uma forma de investimento no sentido de melhorarmos a convivência com a Vigilância Sanitária e o regulado, trazer os prestadores da área de saúde mais perto da Vigilância, tirar dúvidas e investir na educação continuada”, afirmou.

Jaqueline Ferraz
O simpósio também contou com a participação de profissionais de outras cidades e representantes de diferentes áreas relacionadas à saúde e à vigilância. Entre os palestrantes, esteve um representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de profissionais com experiência em outros estados.
Para a inspetora sanitária Jaqueline Ferraz Coqueiro, a realização do evento representa um marco para a educação continuada no município. “É um marco para a gente em termos de educação continuada para inspetores e setor regulado. A finalidade é trazer as empresas que a gente realiza a fiscalização para mais próximo da Vigilância Sanitária, para que elas possam compreender e interagir com a Vigilância em termos de capacitação e conhecimento técnico”, explicou.
Um dos objetivos destacados pelos profissionais durante o simpósio foi reforçar que a Vigilância Sanitária não atua apenas na fiscalização, mas também na orientação e na educação dos serviços regulados.
O inspetor sanitário Lucas Santana ressaltou que essa aproximação pode ajudar os empresários a compreenderem melhor a importância da regularização dos estabelecimentos e dos procedimentos realizados.
“A gente traz esse simpósio justamente para colocar o empresário de fato perto da Vigilância e entender que ela não é um órgão apenas de fiscalização. É também um órgão educativo e precisamos trabalhar em parceria. O nosso foco maior é que o regulado entenda que nós trabalhamos em conjunto”, afirmou.
Entre os temas abordados, esteve aregulamentação sanitária de clínicas e consultórios de estética, área que vem incorporando novas tecnologias, produtos e procedimentos.
A palestra foi ministrada por Ana Luísa Mauro, profissional que atuou durante 25 anos na Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro e atualmente presta consultoria na área. Ela chamou a atenção para a importância dos profissionais conhecerem a legislação antes de incorporar novidades aos serviços.
“A área da estética está sempre se inovando, com novas tecnologias, insumos, substâncias e procedimentos. O profissional acaba focando muito em trazer essas novidades para a clínica, mas muitas vezes se esquece de que existe uma regulamentação sanitária que precisa ser seguida”, explicou.
É o caso de Marcelo Moraes, que possui mais de 20 anos de experiência na área farmacêutica e está iniciando a implantação de uma clínica de estética. Para ele, conhecer a legislação desde o início é fundamental.
“A partir do momento em que se inicia a abertura de uma empresa, ela começa com a legislação e com o conhecimento que o profissional precisa ter para colocar em prática a estrutura de funcionamento. Por se tratar de um consultório onde serão realizados procedimentos estéticos, nada melhor que ter esse embasamento e esse apoio da Vigilância Sanitária”, afirmou.
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