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Despesca de mais de 2 toneladas de tambaqui marca novo ciclo do Projeto Moro-Morí na comunidade indígena Truaru da Cabeceira

Peixes serão destinados ao consumo das famílias e à comercialização. Iniciativa da prefeitura já produziu cerca de 16 toneladas em comunidades indí...

30/09/2026 às 18h19
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Boa Vista - RR
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR

Esta quarta-feira, 30, foi de muito trabalho e também de celebração na Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira. As famílias envolvidas no Projeto Moro-Morí, idealizado pela Prefeitura de Boa Vista, participaram da despesca no tanque do local, momento que marca mais um ciclo de criação e retirada de peixes.  

Foram retiradas mais de duas toneladas de peixe, pesando em média 2,7 quilos. Para as famílias que acompanharam o processo de desenvolvimento, a despesca representa o resultado de meses de cuidado, aprendizado e fortalecimento da comunidade. 

Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
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Foram retirados mais de duas toneladas de peixe, pesando em média 2,7 quilos.

O prefeito Marcelo Zeitoune acompanhou a despesca na Truaru da Cabeceira, onde o projeto iniciou com 740 alevinos, há cerca de 11 meses, e já rendeu mais de duas toneladas de tambaqui. Toda a comunidade participou da ação. 

“A iniciativa visa fortalecer a agricultura familiar e a segurança alimentar das comunidades indígenas, com o compromisso da gestão municipal de manter, ampliar e apoiar os produtores diante dos desafios climáticos e da estiagem”, destacou o prefeito, que foi recebido no local pelos alunos da Escola Indígena Vicente André da Silva. 

Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
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Prefeito Marcelo Zeitoune acompanhou a despesca na comunidade indígena com a equipe da SMAAI.

O 2º Tuxaua da comunidade, Kennedy Ângelo Amandes, de 39, destacou que essa primeira despesca, que abrange o projeto de piscicultura local, é um marco de grande importância para as famílias envolvidas. 

“Essa é uma iniciativa muito boa. Estamos gratos por esse momento. Os membros da comunidade trabalham juntos nesse projeto, que nos ajuda bastante, garantindo a sustento das nossas famílias e também de outras comunidades. É um incentivo muito bom da prefeitura e nossa ideia é continuar”, disse. 

Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
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A primeira despesca na comunidade é um marco importante para as famílias envolvidas.

Parte dos peixes será destinada ao consumo das famílias da comunidade. Outra será comercializada, criando uma possibilidade de geração de renda a partir da própria produção. 

É nessa combinação entre alimento e renda que o projeto ganha um significado que vai além da criação de peixes. O tanque passa a fazer parte da rotina das comunidades e, ao final de cada ciclo, o resultado retorna para as próprias famílias. 

Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
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Parte dos peixes será destinada ao consumo das famílias da comunidade, enquanto outra parte será comercializada.

Do tanque para a mesa 

A despesca é a última etapa de um processo que começa meses antes. Durante o ciclo de produção, as famílias recebem acompanhamento e participam de atividades relacionadas ao manejo dos peixes.  

O trabalho inclui a preparação dos tanques, tratamento da água, acompanhamento do desenvolvimento dos animais, biometria mensal, assistência técnica e capacitação.  

“Esse é um trabalho que foi desenvolvido, justamente, para melhorar a qualidade nutricional da alimentação das famílias das comunidades. Parte desses peixes serão consumidos e o restante será vendido para reinvestimento. Desde o início, a prefeitura presta assistência, com escavação do tanque e fornecimento dos materiais necessários para a condução da atividade”, destacou o secretário municipal de agricultura e assuntos indígenas, Cezar Rivas. 

Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
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Cezar Rivas destaca que a prefeitura dá toda a assistência no projeto Moro-Morí.

Para quem acompanha o projeto de perto, cada despesca funciona também como uma prestação de contas do trabalho desenvolvido ao longo dos meses: o peixe cresceu, as famílias aprenderam novas técnicas e a produção agora chega à mesa ou ao mercado. 

Moro-Morí já produziu cerca de 16 toneladas 

Implantado em 2023 pela Prefeitura de Boa Vista, o projeto de Piscicultura Moro-Morí atende 16 das 17 comunidades indígenas do município. Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre, Vista Alegre e Lago Grande já concluíram seus processos de despesca, o que já resultou na produção de cerca de 16 toneladas de peixes.  

Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista - RR
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O projeto de Piscicultura Moro-Morí já resultou na produção de cerca de 16 toneladas de peixes.  

Na prática, os números representam diferentes histórias de famílias que passaram a acompanhar mais de perto uma atividade produtiva dentro das próprias comunidades.

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