
Todas as manhãs ele seguia a mesma rotina. Levantava, tomava banho, pegava sua xícara de café e partilhava o que pretendia fazer naquele dia com a companheira. Aposentado, gostava de ocupar o tempo com tarefas simples e prazerosas. Naquela manhã, contudo, algo estava diferente. Ele se olhou no espelho e não reconheceu o próprio rosto. Ficou confuso, não sabia que lugar era aquele e quem era a mulher que o questionava sem entender o que acontecia. Dias depois, o diagnóstico revelou o motivo: Alzheimer.
Essa poderia ser a história de um personagem específico, mas na verdade é a vida de milhões de pessoas no Brasil diagnosticadas com a doença. Uma projeção do Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, divulgado em 2024, preocupa: até 2050, o número pode alcançar 5,7 milhões de diagnósticos no País.
Nesse cenário, é importante saber que a Policlínica Municipal do Idoso de João Pessoa oferece atendimentos com profissionais especializados que permitem cuidados específicos para pacientes com a doença.
O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e em tempo oportuno é fundamental para possibilitar o alívio dos sintomas e a estabilização ou retardo da progressão da doença. Na Policlínica do Idoso, uma equipe multidisciplinar cuida dessa parte. Para começar, o primeiro profissional consultado será o geriatra. A partir daí, podem vir encaminhamentos para dentistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. E tem mais.


“Conforme a necessidade daquele paciente que tem a doença de Alzheimer, se ele precisar de um cardiologista, angiologista, gastroenterologista, psiquiatra, dermatologista, nós vamos ofertar. Aqui na Policlínica, dentro da parte multiprofissional, temos fisioterapeutas, nutricionistas, corpo de enfermagem”, elenca a diretora-geral da Policlínica Municipal da Pessoa Idosa, Maria José Carneiro.
Antes de chegar até a policlínica é importante saber algumas informações. “Lembrando que todas as consultas de primeira vez têm que vir reguladas das unidades de saúde da família. As nossas enfermeiras fazem uma anamnese muito criteriosa e depois os pacientes seguem para as consultas com os médicos especialistas”, explica Maria José Carneiro.

Como os sintomas se apresentam – O esquecimento total provocado pela Doença de Alzheimer, no entanto, não acontece da noite para o dia. Entre os principais sinais e sintomas estão: falta de memória para acontecimentos recentes, repetição da mesma pergunta, dificuldade para dirigir e encontrar caminhos conhecidos, dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos, dificuldade para encontrar palavras que exprimem ideias ou sentimentos pessoais, irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos e tendência ao isolamento.
O diagnóstico para o Alzheimer exige uma caminhada que começa por uma avaliação médica. Nem todo esquecimento significa que o paciente esteja com a doença.


O que fazer diante dos primeiros sinais:
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